nsc
an

Joinville que Queremos

Teste de mobilidade em Joinville: Moto foi a mais rápida, mas exigiu dobro de atenção

Grupo saiu do mesmo local às 18 horas de terça-feira e atravessou a região central de Joinville

28/09/2019 - 12h12 - Atualizada em: 28/09/2019 - 13h47

Compartilhe

Hassan
Por Hassan Farias
O cinegrafista da NSC TV Joinville Silas Júnior realizou o teste de moto
O cinegrafista da NSC TV Joinville Silas Júnior realizou o teste de moto
(Foto: )

Para testar como está a mobilidade de Joinville, o jornal "A Notícia" reeditou um teste realizado em 2009, 2013 e 2017 com uma bicicleta, uma moto, um carro e um passageiro dentro de um ônibus. O percurso foi o mesmo das outras edições do "Teste de Mobilidade": os 8,5 quilômetros do terminal de ônibus Norte até a estação Sul. O trajeto compreende as ruas Blumenau, Nove de Março, Juscelino Kubitschek, Getúlio Vargas e Santa Catarina, o mesmo caminho realizado pela linha 0200, a do Norte/Sul.

O veículo mais rápido foi a motocicleta, terminando o trajeto em 25 minutos, com velocidade média de 20,7 km/h. Foi o mesmo tempo de 2017, mas superior ao das edições anteriores.

Leia a reportagem completa

O trajeto de moto foi realizado pelo cinegrafista da NSC TV Joinville Silas Júnior. Confira o relato dele sobre a experiência:

Posso dizer que meu trajeto foi tranquilo, apesar de ter que tomar o máximo de cuidado com os buracos que a gente encontra no caminho. Além disso, uma das grandes dificuldades que tive foi o perigo que corremos por causa dos outros carros. Muitos motoristas têm o hábito de trocar de pista sem dar a seta ou então frear bruscamente para entrar em uma rua, também sem sinalizar. Isso faz com que o motociclista tenha que dobrar a atenção para não sofrer nenhum tipo de acidente.

Durante todo o trajeto, respeitei as leis de trânsito e permaneci no trânsito atrás dos carros, sem ultrapassagens pelo meio da pista, entre os veículos. Muitos motociclistas fizeram essa ultrapassagem ao longo do percurso, correndo riscos, principalmente, por causa dos veículos trocando de via o tempo inteiro. Já no início, percebi que nos semáforos da rua Blumenau alguns motoristas aproveitavam a parada para olhar o celular. Quando o sinaleiro abria, eles não percebiam e as filas aumentavam ainda mais, causando congestionamentos.

O trecho da rua Nove de Março e da avenida Juscelino Kubitschek foram os mais rápidos. Por outro lado, a avenida Getúlio Vargas foi a mais demorada. Além dos semáforos, havia muitos carros querendo sair das ruas laterais para entrar na principal e como estava na fila atrás dos outros veículos tive de esperar o trânsito fluir para continuar a viagem. Já na rua Santa Catarina foi onde encontrei o maior número de buracos na pista, tendo que redobrar a atenção para não sofrer acidentes.

Apesar de quase todo o trajeto permitir uma velocidade máxima de 60 km/h, não consegui transitar acima de 50 km/h, tendo uma média ainda menor se considerar toda a viagem. Outro ponto de destaque é a falta de respeito dos motoristas nas faixas de pedestres. Encontrei situações em que os carros não paravam mesmo quando as pessoas já estavam em cima da faixa de segurança.

Os tempos de cada veículo

Moto: 25 minutos (velocidade média de 20,7 km/h)

Carro: 30 minutos (velocidade média de 17 km/h)

Ônibus: 40 minutos (velocidade média de 12,8 km/h)

Bicicleta: 61 minutos (velocidade média de 8,4 km/h)

Colunistas