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Saúde

Testes de covid-19 precisam de autorização para que validade seja prorrogada, diz especialista

Até fim de novembro, Ministério da Saúde tinha 6,8 milhões testes prestes a vencer

03/12/2020 - 12h10 - Atualizada em: 03/12/2020 - 13h23

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Juliana
Por Juliana Gomes
Ministério da Saúde tem 6,8 milhões de testes de covid em estoque prestes a vencer
Ministério da Saúde tem 6,8 milhões de testes de covid em estoque prestes a vencer
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Os testes de covid-19 estocados no Ministério da Saúde e prestes a vencer podem ter um uso estendido, desde que seja autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A afirmação é do presidente da Câmara Brasileira de Diagnóstico Laboratorial (CBDL), Carlos Eduardo Gouvêa, em entrevista ao Notícia na Manhã desta quinta-feira (3).

Em Santa Catarina, há milhares de testes que vão vencer em 31 de dezembro, mas o governo do Estado informou que devem ser utilizados dentro do prazo, já que são feitos 2 mil ao dia. 

No fim de novembro, o jornal O Estado de São Paulo apurou que o país tinha 6,8 milhões testes de coronavírus com validade até janeiro de 2021.

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Sobre esse risco de descarte após o vencimento, o Ministério da Saúde afirmou que aguarda estudos de "estabilidade estendida" para os exames em estoque, o que poderia prorrogar a data de vencimento.

O teste RT-PCR é o de maior precisão para o diagnóstico da Covid-19. Ele é feito com base em amostras do nariz e da garganta e indica o vírus ativo, ou seja, a infecção ainda em andamento.

Ouça entrevista:

Segundo o presidente da CBDL, para responder com agilidade à pandemia, a Anvisa deu uma avaliação rápida e prioritária pra todo e qualquer teste que for desenvolvido e trazido para o Brasil. 

- Por uma questão de precaução, a Anvisa determinou que aqueles que ainda não tivessem os estudos completos, mas tivessem o mínimo, poderiam ser registrados no Brasil com uma validade de seis meses, esse é o mínimo. A empresa tendo estudos de estabilidade atualizados, pode a qualquer momento atualizar o seu registro junto à Anvisa. É o que está sendo feito por diversas empresas, inclusive a que for fabricante desses kits que estão no ministério - afirmou.

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De acordo com Gouvêa, os estudos mais recentes de diversas empresas sobre os testes de covid-19 têm demonstrado que o produto pode ser usado em até 12 meses. 

- Então, o que o ministério e até algumas empresas privadas estão pedindo é uma autorização excepcional para Anvisa para que esses kits que estão com essa data possam ser usados pelo tempo em que sejam eficazes, mesmo que para isso a própria Anvisa faça um teste adicional junto à Fiocruz para assegurar - explicou. 

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