Brasileiros que estão no Equador relatam situação de pânico e confinamento em meio à onda de ataques criminosos no país, deflagrada nesta semana após a fuga do líder da Los Choneros, a mais poderosa facção local. A crise de violência, que opõe o grupo ao governo equatoriano, esvaziou as ruas das grandes cidades, deixou 13 mortos e envolve mais de 130 agentes penitenciários mantidos como reféns.

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Um turista paraibano que pretendia passar três meses no Equador contou, em entrevista ao g1, ter tido ciência sobre o conflito ao receber uma mensagem preocupada de uma amiga local na terça (9). Logo em seguida, ele passou a ver pessoas desesperadas nas ruas de Guayaquil e foi informado pelo hotel em que estava sobre a crise de violência. Ele tenta desde então um voo para retornar ao Brasil.

— Não saímos nem para comprar comida, pois fecharam todo o comércio, shoppings. Hoje [quarta (10)] a cidade inteira permanece fechada, inclusive escolas e prédios públicos — disse ao portal.

Um pastor gaúcho que atua como diretor de uma escola no Equador relatou, também ao g1, que os ataques são o ápice de uma sensação de insegurança já presente antes no país. No caso dele, o contato com a onda de violência foi ainda mais próximo: chegou a ver uma pessoa morta na rua.

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— A gente tem que trabalhar, mas temos medo. A situação é muito delicada. Fui ao mercado e está cheio de policiais, coisa que não acontecia antes. Fui fazer um exame e tinha um corpo na rua. O medo é tanto que eu não saio à noite e nem como fora de casa. No máximo, estou indo ao mercado, banco e farmácia, mas sempre acompanhado. Não sabemos o que esperar, tudo pode acontecer — afirmou.

A onda de ataques teve início com a fuga de Adolfo Macías, conhecido como “Fito” e líder da gangue Los Choneros, no domingo (7). Em resposta ao sumiço do criminoso, o presidente equatoriano, Daniel Noboa, decretou estado de exceção na segunda (8). No dia seguinte, facções passaram a promover uma série de ações criminosas, entre elas a invasão de uma TV que transmitia um programa ao vivo.

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