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    Trabalhadores do transporte coletivo de Blumenau aprovam estado de greve

    Negociação salarial da categoria com a empresa responsável pelo serviço já dura mais de três meses 

    05/02/2020 - 19h51 - Atualizada em: 05/02/2020 - 19h52

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    Por Jean Laurindo
    Empresa e trabalhadores ainda não chegaram a acordo
    Empresa e trabalhadores ainda não chegaram a acordo
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    Trabalhadores do transporte coletivo de Blumenau aprovaram o chamado “estado de greve” nesta quarta-feira. A definição foi tomada por motoristas e cobradores em duas sessões da assembleia da categoria, feita nesta quarta-feira (5), ao lado da sede do sindicato.

    A partir do anúncio do estado de greve definido pela categoria na tarde desta quarta, inicia um prazo mínimo de 72 horas para que os profissionais possam fazer algum tipo de paralisação ou greve. Por esse prazo, os profissionais estariam legalmente autorizados a paralisar as atividades a partir da segunda-feira.

    Apesar disso, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo de Blumenau (Sindetranscol), Pradelino Moreira da Silva, afirma que a categoria ainda vai se organizar e não confirma se vai, de fato, haver alguma paralisação iminente.

    — Não é porque fecha 72 horas que vamos ser obrigados a parar. Nós vamos nos organizar para não dar problema, a gente entende que a população depende do transporte. Se empresa quiser sentar, negociar e fechar a convenção, estamos abertos a isso, a conversar e negociar, mas depende deles — defende o dirigente.

    A declaração de estado de greve é o mais novo capítulo de uma negociação que já dura mais de três meses. A data-base para reajuste salarial da categoria venceu no último dia 1º de novembro, mas até agora não houve acordo entre os trabalhadores e a empresa Blumob, concessionária do transporte coletivo na cidade.

    A negociação chegou a ser feita com mediação do Tribunal Regional do Trabalho (TRT). No fim de novembro, motoristas e cobradores aprovaram em assembleia os termos apresentados no TRT pelo desembargador Roberto Luiz Guglielmetto. O acordo previa reajuste de 2,55% no salário e no vale-alimentação, índice que corresponde à inflação dos últimos 12 meses segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) — esse percentual inclusive já foi repassado às folhas de pagamento dos profissionais.

    Dessa forma, a categoria abriu mão de pedir os 5% de aumento real que eram reivindicados antes de a negociação avançar para o tribunal. No entanto, em contrapartida aceitou a proposta que previa a manutenção das cláusulas sociais da atual convenção coletiva de motoristas e cobradores e a implantação de um Plano de Participação nos Resultados (PPR), um benefício novo para a categoria, mas que já existe em sistemas como o de Florianópolis.

    A negociação no tribunal, no entanto, não avançou. O Sindetranscol alega que a empresa recusou a proposta, e desde então não houve mais rodadas de negociação.

    Segundo o sindicato, os pontos da proposta que têm gerado mais dificuldade seriam o aumento real ou a criação do plano de participação nos resultados, o aumento real no vale-alimentação, a mudança na nomenclatura da classe de cobrador para agente de bordo e a alteração da data-base de novembro para setembro.

    Sem avanço na negociação desde o fim de novembro, a categoria decidiu aprovar o estado de greve, que costuma ser um prenúncio para paralisações no transporte coletivo durante as negociações salariais.

    A reportagem fez contato com a assessoria da Blumob, que informou que por ora a empresa não vai se posicionar sobre o assunto.

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