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Paralisação

Trabalhadores dos Correios em Santa Catarina aderem à greve nacional

Funcionários vão parar em protesto ao corte de direitos, falta de ações durante a pandemia e contra a privatização

18/08/2020 - 09h52 - Atualizada em: 18/08/2020 - 09h59

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Lariane
Por Lariane Cagnini
greve
Funcionários se reúnem em frente ao centro de distribuição em São José
(Foto: )

Os trabalhadores dos Correios de Santa Catarina aderiram à greve nacional, deflagrada nesta segunda-feira (17). Segundo a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas dos Correios e Similares (Fentect), a paralisação é em protesto contra a retirada de direitos, falta de ações para proteger os empregados durante a pandemia do coronavírus e eles contra a privatização da empresa. 

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Em Santa Catarina, os Correios tem 3,6 mil funcionários. Até o início da manhã desta terça-feira (18), a assessoria estadual ainda não tinha um levantamento oficial sobre a adesão ao movimento. 

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Segundo o Sindicato dos Trabalhadores na Empresa de Correios e Télégrafos e Similares de Santa Catarina (Sintect/SC), pelo menos 60% dos trabalhadores estão parados nesse primeiro dia de greve.

A paralisação em Santa Catarina foi deflagrada a partir das 22h de segunda, após assembleia de trabalhadores em frente ao complexo operacional a administrativo dos Correios em São José, na Grande Florianópolis. De acordo com José Maria Pego, diretor do Sintect, os 36 sindicatos de trabalhadores do país já deliberaram e aderiram à mobilização nacional.

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- Nesse momento Santa Catarina tem pelo menos 60% da categoria parada na área operacional como entregas, atendimento, tratamento e triagem de encomendas - estima Pego.

Desde o início do ano, a coparticipação na utilização do plano de saúde aumentou para 50%, além do reajuste na mensalidade, segundo Pego. Outra reivindicação é a mudança no prazo de validade do último acordo coletivo da categoria, que deveria valer até 2021. Conforme o Fentect, foram retiradas 70 cláusulas com direitos, como 30% do adicional de risco, vale alimentação, licença maternidade de 180 dias, auxílio creche, entre outros.

Em nota, a empresa informou que os serviçosdos Correios serão prestados normalmente em todo o país, pois existe um plano de continuidade de negócios para casos de situações adversas. Os Correios informam que passam por uma período de diminuição das despesas, e que as reivindicações da Fentect custariam quase R$ 1 bilhão ao ano.

Ouça a entrevista com Gilson Vieira, diretor do Sintect-SC

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