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Transporte marítimo em SJ: "Eles têm que conversar comigo", diz Adeliana

Prefeita reclamou que Deter e empresa que deve operar o sistema querem usar trapiche inadequado e não a incluíram nas negociações

04/03/2019 - 08h19 - Atualizada em: 04/03/2019 - 12h01

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Por Redação CBN Diário

A prefeita de São José, Adeliana Dal Pont (PSD), reclamou da falta de conversa entre o Deter, a empresa que deve operar o transporte marítimo na Grande Florianópolis - quando este for instalado - e as prefeituras da região. Segundo ela, os movimentos e o desejo de uso do trapiche existente no bairro Ponta de Baixo para a atracação dos catamarãs só chegam ao conhecimento dela "pela imprensa".

- Eles têm que vir conversar comigo, porque tomam as decisões e eu só fico sabendo pelas reportagens e entrevistas que são publicadas. Para o sistema funcionar, tem que haver diálogo entre os envolvidos - afirmou em entrevista ao jornalista Renato Igor durante a cobertura do desfile dos grupos de acesso do carnaval de Florianópolis, no último sábado (2).

Uma das críticas feitas pela chefe do executivo josefense foi sobre a escolha do trapiche da Ponta de Baixo, que segundo ela "não tem a estrutura necessária de estacionamento e o fluxo intenso de passageiros" que devem utilizar o serviço no futuro.

- O ideal seria que fizessem na nossa Beira-mar, onde há bolsões de estacionamento gratuito e muito mais espaço.

O presidente do Departamento de Transportes e Terminais (Deter), Fulvio Rosar Neto, disse que "já ocorreram diversas reuniões envolvendo os prefeitos", mas não citou nenhuma data em que os encontros teriam acontecido. Ele afirmou que a utilização do trapiche da Ponta de Baixo seria "um primeiro ponto" e que "podem existir outros" no futuro. Questionado sobre o prazo para o início das operações desse sistema de transporte em Florianópolis, ele disse que "não há previsão".

Em novembro do ano passado, o presidente afirmara à CBN/Diário que o transporte marítimo começaria a funcionar até o final do ano e que "em fevereiro ou março os barcos têm que estar na água", mas nada aconteceu. Segundo ele o Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) está analisando a documentação para a concessão da Licença Ambiental de Instalação (LAI) do trapiche atrás do Centro de Convenções de Florianópolis, na parte insular. A União já deu parecer favorável à obra por meio da Licença Ambiental Prévia (LAP).

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