O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta terça-feira (20) que convidou o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para o seu Conselho de Paz. A confirmação foi uma resposta à repórter da TV Globo Raquel Krähenbühl. Com informações do g1.

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Trump também afirmou que espera um “grande papel” de Lula no Conselho, especialmente na crise entre Estados Unidos e Venezuela.

— Eu gosto dele [Lula] — finalizou Trump.

De acordo com o jornal O Globo, Lula ainda não decidiu se irá aceitar o convite, e aguarda a posição dos demais países convidados antes de qualquer resposta formal. Nesta terça-feira, Lula criticou Trump e disse que ele quer “governar o mundo” por uma rede social.

Conselho de Paz substituirá ONU?

Trump também respondeu à repórter que “talvez queira” substituir a ONU com o Conselho de Paz, e criticou a entidade.

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— Bem, talvez eu queira, a ONU não tem sido muito útil. Sou um grande fã do potencial da ONU, mas ela nunca o explorou completamente. A ONU deveria ter resolvido todas as guerras que eu tentei resolver; eu nunca recorri a ela. Nunca sequer pensei em recorrer a ela. Eles deveriam ser capazes de resolver essas guerras. Acredito que devemos deixar a ONU continuar, porque o potencial dela é enorme — disse.

Segundo a Casa Branca, o conselho de paz vai discutir questões como “fortalecimento da capacidade de governança, relações regionais, reconstrução, atração de investimentos, financiamento em larga escala e mobilização de capital”.

Desembolso de 1 bilhão de dólares para cargo vitalício no Conselho de Paz

Para além da cautela, Lula ainda está avaliando o fato de que terá que desembolsar a quantia de 1 bilhão de dólares, cerca de R$ 5,37 bilhões, em dinheiro vivo, caso queira ter um cargo vitalício no Conselho de Paz da Faixa de Gaza. A quantia é citada dentro do projeto de estatuto do conselho ao qual a Agência Reuters teve acesso.

Inicialmente, os integrantes vão exercer o mandato por três anos, mas poderão estender para mais tempo desembolsando a quantia milionária.

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“Cada Estado-membro cumprirá um mandato de no máximo três anos a partir da entrada em vigor desta Carta, sujeito a renovação pelo presidente. O mandato de três anos não se aplicará aos Estados-membros que contribuírem com mais de US$ 1 bilhão em fundos em dinheiro para o Conselho de Paz no primeiro ano”, diz o documento.