Trump disse “I love you” ao encerrar uma ligação a Lula na última sexta-feira (1º), de acordo com fontes do governo brasileiro ouvidas pelo g1. No telefonema, que durou cerca de 40 minutos, Lula se colocou à disposição para viajar aos Estados Unidos para se reunir com o americano — encontro que foi marcado para a próxima quinta-feira (7).
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Conforme fontes que acompanharam o relato da conversa, Trump adotou um tom amistoso ao longo da conversa. O americano disse que admira a trajetória política de Lula e afirmou que pesquisou sobre a vida dele, conforme os relatos.
Já Lula disse que queria tratar dos interesses do Brasil e dos Estados Unidos, incluindo temas relacionados a conflitos internacionais e ao papel da Organização das Nações Unidas (ONU). Trump respondeu dizendo que tem interesse em ouvir as opiniões de Lula sobre esses assuntos.
Ainda conforme o g1, após Lula se colocar à disposição para viajar, Trump afirmou que sua equipe cuidaria dos detalhes para viabilizar a reunião. O aval à data chegou já no sábado (2).
Relembre o encontro de Lula e Trump na Assembleia da ONU
Encontro marcado
A agenda de Lula com Trump está marcada para a quinta-feira e foi confirmada na última segunda (4). O encontro vinha sendo buscado pelo governo brasileiro desde o anúncio do tarifaço e estava em negociação avançada desde janeiro, mas a guerra no Oriente Médio atrasou a definição da agenda.
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Segundo fontes da diplomacia brasileira, a reunião é vista como um passo para normalizar as relações comerciais entre os dois países, após o tarifaço. Também devem compor a mesa de discussões os seguintes temas:
- ataque ao PIX;
- cooperação contra crime organizado e narcotráfico;
- parcerias em minerais críticos e terras raras;
- geopolítica na América Latina, Oriente Médio e ONU; e
- eleições no Brasil.
A agenda presencial entre Lula e Trump retoma uma relação iniciada em um encontro presencial em uma conferência internacional na Malásia, em outubro do ano passado, e que continuou com conversas por telefone em que os dois presidentes trataram de temas como economia e cooperação para segurança pública.









