Um grupo de formandos de Direito de Chapecó, que teve cerca de R$ 77 mil desviados por uma colega do caixa da formatura, está tentando juntar dinheiro novamente para realizar a celebração em uma nova data. Mas, está enfrentando dificuldades para conseguir chegar à quantia necessária a menos de dois meses do evento.

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Em entrevista ao g1SC, uma das formandas, Nicoli Bertoncelli Bison, de 23 anos, informou que na vaquinha online criada, os colegas conseguiram arrecadar apenas R$ 1.899,64 até o momento. Outras ações também estão sendo promovidas, como venda de pizzas e rifas, mas o valor arrecadado com elas ainda não foi contabilizado.

— Se não conseguirmos arrecadar, teremos que desembolsar o valor para pagar a empresa. Se não, não terá [a formatura]. O pessoal não está com muitas condições para isso. Depois das ações que estamos fazendo, vamos contabilizar o que já temos e como vamos seguir — disse Nicoli.

A formatura deveria ter ocorrido no dia 22 de fevereiro deste ano. Mas, com todos os acontecimentos, ela foi transferida para 3 de maio.

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Dinheiro perdido no Jogo do Tigrinho

O caso do desvio do dinheiro foi divulgado em fevereiro, quando as vítimas procuraram a polícia para denunciar a colega Cláudia Roberta Silva, 31 anos, após ela mesma confessar em um grupo de mensagens, a menos de um mês para a formatura, ter perdido o dinheiro em apostas on-line, como o Jogo do Tigrinho. O valor estava guardado na conta bancária da investigada.

Ao todo, o valor que deveria ser pago à empresa de formaturas chegava a R$ 78.992, mas apenas R$ 2 mil chegaram a ser enviados. Com isso, o total desviado seria de R$ 76.992.

À polícia, Cláudia também confessou o uso do dinheiro em jogos. A investigação aberta trabalha com duas linhas: apropriação indébita e estelionato.

— Ela disse que não queria ser a responsável pela comissão de formatura, mas assumiu o compromisso e emprestou sua conta bancária porque ninguém mais queria. Falou que os colegas sabiam que ela jogava, mas que não esperavam essa atitude e, obviamente, ninguém tinha autorizado ela a dar outra finalidade para o valor — informou o delegado regional de Chapecó, Rodrigo Moura.

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O que diz a defesa da aluna

Em nota, a defesa da mulher declarou que a cliente que tentar reaver o dinheiro perdido pretende reparar o dano causado aos colegas. Leia na íntegra:

“Conforme já amplamente divulgado antes deste Procurador assumir o caso da Sra. C.R., a mesma confessou que, de fato, se apropriou dos valores relacionados a formatura da turma de Direito, gastando o valor integralmente com apostas online, em especial, o conhecido “Jogo do Tigrinho”.
O que se busca neste momento é o esclarecimento dos fatos, principalmente aos colegas de formatura da suspeita.
Todas as medidas judiciais serão tomadas para tentar recuperar os valores perdidos nas apostas online, assim como será ressarcido os valores aos colegas de formatura. No mais, a suspeita aguarda ser chamada na Delegacia de Polícia Civil de Chapecó SC para ser ouvida.
O caso serve de alerta, haja visto que não é um caso isolado, e prova que tal modalidade de apostas leva pessoas a perderem o controle financeiro e emocional, como foi o caso.
Importante destacar que a suspeita também utilizou valores seus e a soma ultrapassa o valor que era destinado a festa de formatura.”

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