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    UFSC apresenta proposta para retomar aulas com ensino remoto; veja o que muda

    Universidade propõe retorno em três fases com ao menos 10 semanas de atividades a distância e empréstimo de computadores. Plano precisa de aprovação de conselho

    24/06/2020 - 17h43 - Atualizada em: 24/06/2020 - 18h08

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    Por Jean Laurindo
    Universidade planeja retomada das atividades com foco no ensino remoto
    Universidade planeja retomada das atividades com foco no ensino remoto
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    A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) elaborou um plano para a retomada das aulas durante o período de pandemia do novo coronavírus. Os encontros presenciais estão suspensos desde 16 de março, quando os primeiros casos de covid-19 em Santa Catarina motivaram o início da quarentena e a suspensão das atividades escolares e universitárias.

    A retomada das atividades deve continuar adotando o ensino remoto até o fim da pandemia. A UFSC criou cinco subcomitês, que fizeram pesquisas com os estudantes e elaboraram um relatório com medidas a serem adotadas para a retomada das atividades de ensino. O plano foi concluído na segunda-feira e agora precisa ser aprovado pelo Conselho Universitário, que deve começar a analisar o estudo nesta sexta-feira (26).

    Segundo o reitor da UFSC, Ubaldo César Balthazar, as atividades remotas vão ser mantidas enquanto o Estado conviver com a pandemia de covid-19.

    – Não vamos ter aula presencial enquanto essa pandemia estiver entre nós. Isso é consenso na universidade – afirmou, em um vídeo divulgado pela instituição.

    A retomada das atividades vinha sendo planejada pela instituição e também cobradas por órgãos como o MPF, que esta semana deu prazo de 30 dias para a UFSC informar como seria o retorno das aulas, com ensino remoto.

    Plano prevê retomada em três fases na UFSC

    O plano elaborado pela UFSC prevê a divisão em três fases para a retomada das atividades. Na primeira delas, em que o foco será as atividades não presenciais, o relatório defende o cuidado para não apenas “transpor mecanicamente os conteúdos de um projeto de curso presencial para um regime de atividades não presenciais”, e que a adequação dos currículos seja feita com “tratamento pedagógico cuidadoso”.

    A fase 1 ocorre durante a expansão e o pico da pandemia e pode ser adotada já com o estágio atual da covid-19 no Estado. Nesse período, todas as atividades pedagógicas e administrativas serão em modo não presencial, exceto as com impacto no combate à covid-19 e outras essenciais indicadas pela administração. Nessa fase, o plano prevê que a UFSC ofereça suporte tecnológico. É aí que entram iniciativas como o empréstimo de computadores e o custeio de pacotes de internet, anunciado esta semana pela instituição. O Restaurante Universitário (RU), hoje fechado, também deve ser adaptado nesta fase para permitir a retirada de refeições pelos estudantes.

    – A fase 2 vai começar no período de declínio e controle da pandemia e se dará em dois momentos. No primeiro, a estrutura da universidade é preparada para receber algumas atividades presenciais ou semipresenciais. Para chegar a essa fase, o Estado vai precisar registrar ao menos 15 dias com quedas seguidas de casos e óbitos por covid-19, além de ocupação de leitos de UTI menor que 60% e taxa de transmissão menor que 0,95.

    – Quando essa organização das atividades estiver concluída, a universidade pode passar para o segundo momento da fase 2, que permite atividades em modo semipresencial – em que parte da turma participa das aulas de forma presencial, e outra parte tem aula remota, em sistema de rodízio.

    – A fase 3 será de retorno às atividades presenciais. Esse estágio só será alcançado com a diminuição de casos na macrorregião do campus por pelo menos 60 dias e com número de mortes por covid-19 abaixo de um por semana em Santa Catarina por ao menos 30 dias. O plano cita ainda a disponibilidade de uma vacina.

    Fase de ensino remoto deve durar pelo menos 10 semanas

    A fase 1 deve iniciar com três semanas de preparação de alunos e professores e continuar por pelo menos 10 semanas com atividades remotas. Ao final das 10 semanas, a universidade deve reavaliar se mantém a prática não presencial ou se há possibilidade de avançar para a fase 2 nas seis semanas seguintes. No total, o semestre letivo é composto por 16 semanas.

    A passagem para as fases 2 (semipresencial) e 3 (presencial) será permitida somente após autorização do reitor da UFSC. Uma comissão permanente vai ser criada para avaliar a evolução da pandemia de covid-19 e a passagem de uma fase para outra.

    O retorno às atividades semipresenciais, na fase 2, não será permitido para idosos e pessoas com comorbidades. A volta também terá divisão por grupos e turnos, regras de distanciamento, uso de EPIs, aferição de temperatura e testagem prévia. O retorno às atividades presenciais deve ser divulgado com pelo menos 20 dias de antecedência.

    Outras definições

    Universidade planeja volta das aulas de forma remota após três meses sem encontros presenciais
    Universidade planeja volta das aulas de forma remota após três meses sem encontros presenciais
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    - Os planos de ensino dos professores da graduação precisarão ser readequados e aprovados novamente.

    - Estudantes poderão fazer ajuste de matrícula, com opção de trancamento do semestre, cancelamento de disciplina ou matricular-se em outras disciplinas. A opção deve ajudar em casos de disciplinas práticas, com difícil aplicação por ensino remoto, ou também em casos que os estudantes preferirem aguardar o fim da pandemia para retomarem o curso.

    - Estudantes serão dispensados da carga horária mínima semestral do curso.

    - A coordenadoria de estágios de cada curso deve analisar a possibilidade de continuidade das atividades de estágio obrigatório e não obrigatório, além de outras atividades de natureza semelhante.

    - A coordenação do curso deverá organizar as defesas não presenciais dos Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC), sem prejuízo aos estudantes.

    - O plano prevê também ações de preservação da saúde, assistência médica, psicológica e social e políticas inclusão digital para favorecer o ensino remoto.

    - Todas as normas previstas no plano precisam ser aprovadas pelo Conselho Universitário, que deve começar a avaliar o assunto na sexta-feira.

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