Com tiros de festim, bomba cenográfica, muita correria e até reféns falsos, a Polícia Militar organizou uma simulação de assalto a banco em pleno Centro de Indaial na madrugada desta sexta-feira (22). A ação começou antes mesmo do sol raiar, às 5h45min, como parte do encerramento do Curso de Ações Integradas de Defesa da Polícia Militar, que já estava em andamento ao longo desta semana.
Continua depois da publicidade
O ponto de partida da simulação foi uma cooperativa de crédito que fica próxima à prefeitura. De lá, os policiais partiram em busca da caminhonete usada pelos assaltantes falsos, se deslocando para diferentes pontos de Indaial.
Na simulação de fuga, os supostos criminosos deixaram para trás um artefato que simulava um explosivo e o esquadrão antibombas do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) de Florianópolis foi acionado.
Confira imagens de como foi o simulado
Nenhum dos alunos do curso sabia o que iria enfrentar no simulado. Ou seja, chegaram sem saber quais seriam os desafios e precisaram definir uma estratégia na hora para lidar com a situação e procurar os apoios dos demais batalhões. O objetivo desse exercício era aprimorar o preparo operacional e a integração das forças de segurança para atuação em ocorrências críticas e de alta complexidade.
Continua depois da publicidade
— Os 44 alunos desta edição, que é a 17ª edição, tiveram ao longo da semana várias instruções, primeiro com a intervenção em ocorrência com explosivo e a elaboração do plano de defesa, que é o principal instrumento para as tropas terem esse engajamento conjunto para esse enfrentamento. E, hoje, todo esse conhecimento é colocado à prova com o simulado — explica o capitão do Bope, Bruno Alves de Morais, em entrevista ao repórter Lincoln Pradal, da NSC TV.
Com antecedência, a comunidade foi avisada da atividade e o local da ação foi sinalizado. Mesmo assim, o som de tiros, explosões e a movimentação de diversas viaturas policiais chamaram a atenção dos moradores por quão real parecia a ocorrência.
— O simulado aqui na frente da agência é só mesmo pra retratar, pra trazer realidade para os alunos para terem a dificuldade e sentirem a dificuldade desse enfrentamento — completa o capitão do Bope.














