Um dos principais pontos turísticos de Blumenau agora também é o lar de um dos maiores cogumelos do mundo. O Kusaghiporia talpae, nome científico dado à espécie do fungo, surgiu na Fundação Cultural, no Centro, e mede aproximadamente 78 centímetros de diâmetro.
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De acordo com Elisandro Ricardo Drechsler dos Santos, professor e pesquisador da UFSC, o fungo ainda é cercado de mistério para os estudiosos da biologia, mas aos poucos passa a ser desvendado. Ele mesmo trabalha há mais de 15 anos tentando entender a distribuição e a reprodução desta espécie.
O que se sabe até o momento é que o cogumelo de tamanho imponente e beleza exuberante pode chegar até 80 centímetros de diâmetro (veja na galeria de fotos abaixo). A partir daí, porém, atinge a maturidade rapidamente e entra em estado de decomposição, desaparecendo rapidamente.
O cogumelo na Fundação Cultural
O desaparecimento, porém, não é o fim, explica o especialista. Isso porque o cogumelo em si é apenas a estrutura reprodutiva do fungo Kusaghiporia talpae, que produz esporos. O fungo mesmo está abaixo do solo, provavelmente perto de alguma árvore.
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Ou seja, é provável que, quando esse cogumelo morrer, no próximo ano apareça outro no lugar.
O fungo pertence à família Laetiporaceae, conhecida por abrigar espécies parasitas de plantas. E, aí, vem mais uma curiosidade, segundo o professor da UFSC:
— Potencialmente, essa espécie pode ser comestível, porque é parente de outras espécies que são parasitas de plantas, o que nos faz suspeitar que esse fungo também seja parasita. Essas outras espécies que são parasitas também são comestíveis, como a “galinha-do-mato”.
Ricardo conta que uma pesquisadora do Paraguai está fazendo uma análise para caracterizar o perfil nutricional desse fungo.
— Se ele vai ser bom, gostoso ou não, é outra coisa, não sei. Mas assim, pelo tamanho dele, tem grande potencial aí que pode ser explorado no futuro se der certo — brinca o especialista.
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