Os países da União Europeia confirmaram a aprovação do acordo comercial com o Mercosul em uma reunião realizada em Bruxelas nesta sexta-feira (9). A informação foi concedida pelo presidente do Chipre, Nikos Christodoulides, à agência Reuters. Mais cedo, foi divulgado que os países que compõem o bloco haviam aprovado de forma provisória o acordo comercial, considerado histórico.
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O aval teria sido dado pela Itália e, com isso, a maioria teria sido formada para aprovação. Isso porque era necessário que 15 dos 27 países fosse favorável ao acordo.
Com a decisão, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, poderá assinar oficialmente o acordo no próximo dia 17, no Paraguai.
O que prevê o acordo UE–Mercosul
O acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul prevê a redução de tarifas e regras para ampliar o comércio entre os dois blocos, após mais de 25 anos de negociações. O texto chegou a ser firmado politicamente em 2019, mas desde então passou por revisões e só agora entrou na fase decisiva de aprovação pelos países europeus.
Com salvaguardar agrícolas também previstas no acordo, a União Europeia pode suspender tarifas reduzidas sempre que houver risco de prejuízo ao mercado europeu, especialmente em produtos considerados sensíveis, como carne bovina, aves e açúcar.
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A Comissão Europeia poderá intervir se o preço de um produto do Mercosul for ao menos 5% inferior ao da mesma mercadoria na UE e se o volume de importações isentas de tarifas aumentar mais de 5%. Para o Brasil, o tratado amplia, também, o acesso a um mercado de cerca de 451 milhões de consumidores, com impactos no agronegócio na indústria brasileira.
Presidente da França afirmou que Paris votaria contra
O acordo, no entanto, sofre resistências de alguns países, como a França e Irlanda. Segundo diplomatas europeus, a preocupação é com possíveis impactos negativos no setor agrícola.
Na quinta-feira (8), o presidente Emmanuel Macron afirmou que Paris votaria contra o acordo.
“Embora a diversificação comercial seja necessária, os benefícios econômicos do acordo UE-Mercosul serão limitados para o crescimento francês e europeu”, escreveu.
*Com informações do g1 e da CNN

