Dos gramados da periferia para a avenida do Carnaval de Joinville, a escola de samba Unidos do Caldeirão celebra os 90 anos do futebol amador da cidade. A agremiação fecha o desfile competitivo que acontece em 7 de fevereiro na folia adiantada no maior município do Estado.

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Fundada em julho de 2011, a Unidos do Caldeirão celebra as suas raízes com o tema “Glórias e conquistas – o voo da Fênix leva a várzea joinvilense para a avenida”.

Veja fotos dos preparativos da escola

Com 14 anos de história, a escola nasceu junto ao Fluminense do Itaum, apelidado de Caldeirão, que dá nome à agremiação em uma história que se entrelaça.

— Como a escola foi constituída lá, recebeu o nome de Caldeirão. Nós fomos abraçados pelo clube e até hoje, nesses 14 anos, a sede continua no Fluminense do Itaum — conta Marili Narciza, presidente da escola. 

Samba-enredo destaca história do futebol amador 

Com berço em clube de futebol, a Caldeirão destaca em seu samba-enredo os 90 anos de história do futebol amador em Joinville. O objetivo é dar ainda mais visibilidade ao trabalho realizado por meio do esporte nas comunidades de Joinville, que une a prática esportiva à cultura e à educação.

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— A gente sabe que o futebol amador acontece nas comunidades periféricas, é um sonho de meninas e meninos despontar como jogador. Na conversa com a diretoria, pensamos em trazer esse tema e dar visibilidade para esse trabalho social que é feito nas comunidades de Joinville — explica Marili.

O samba-enredo foi composto por integrantes da escola com o apoio de parceiros e revive grandes momentos e nomes do esporte amador da cidade. 

Produção das fantasias para o Carnaval 2026

No Expocentro Edmundo Doubrawa, é a comunidade quem dá forma as fantasias que serão usadas no desfile competitivo pela escola.

— São pessoas da escola que produzem, montam e a gente vê se dá certo, se fica legal. Uma das preocupações é se a pessoa que vai usar vai se sentir bem porque é o momento em que ela vai brilhar — conta Marili.

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Com samba e bola no pé, a Caldeirão espera levar ao público a importância da arte, esporte e cultura. Na avenida, as cores vermelho, verde e branco chegam representadas por cerca de 350 componentes distribuídos em 16 alas.

— O público pode esperar muita alegria na avenida e uma diversidade muito grande porque a gente vem contando um pouco de cada bairro, daquele projeto social que é feito na sua comunidade — ressalta a presidente.

*Sob supervisão de Fernanda Silva