Última campeã do desfile competitivo do Carnaval de Joinville, que ocorreu em 2015, a escola de samba Unidos pela Diversidade chega à Avenida Beira Rio com as cores do arco-íris para defender o atual título. No sábado, dia 7 de fevereiro, a agremiação é a terceira a desfilar com o tema “Do outro lado do rio”.
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Fundada oficialmente em 2011, a escola surgiu como um bloco carnavalesco em meio a tradição do carnaval de rua da maior cidade de Santa Catarina.
— Não estamos em uma comunidade, como a maioria das escolas, estamos dispersos, somos da cidade toda — brinca Jean Valério, presidente da agremiação.
Veja fotos dos preparativos para o carnaval 2026
Neste ano, a unidos pela Diversidade promete levar emoção à avenida e destaca a união e a força dos participantes.
— Vamos completar 15 anos e somos a atual campeã. Temos muita garra, brilho e vamos entrar com energia e alegria — diz o presidente.
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Joinville antes da colonização
Para tentar defender o título de atual campeã na volta do desfile competitivo, a escola traz o samba-enredo “Do outro lado do rio”, que reflete sobre a história de Joinville, destacando a contribuição dos indígenas, da população negra e dos luso-brasileiros para o engrandecimento da então Colônia Dona Francisca.
— Vamos contar a história antes do período colonial, do povo que já vivia em Joinville, os indígenas, os negros, as famílias tradicionais. Como Joinville não tinha porto, os imigrantes desciam em São Francisco do Sul e os indígenas e negros é que traziam eles nas canoas — detalha o presidente da escola.
O rio é uma referência ao local que cada grupo habitava naquela época.
— Ficaram do outro lado do rio os povos indígenas e quem veio de fora foi acomodado no Centro. Queremos que as pessoas pensem, estudem a história que estamos colocando na avenida — destaca Jean, que ressalta o enredo feito com base em pesquisas no Arquivo Histórico.
O samba-enredo, escrito por Rogério Souza Junior, um dos fundadores da escola, foi gravado no Rio de Janeiro, com a contribuição de compositores do Carnaval carioca que se basearam na pesquisa feita em Joinville.
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Voluntários atuam nos preparativos
Na preparação para o desfile, o Expocentro Edmundo Doubrawa foi transformado em um grande ateliê. Cerca de 150 voluntários se revezam durante a semana para dar forma às fantasias que serão usadas no desfile.
— A Diversidade não tem barracão, durante o ano as coisas ficam guardadas em uma sala e o nosso Carnaval é feito no Edmundo Doubrawa. A mágica acontece aqui — revela Jean.
A poucos dias do desfile, o trabalho é em ritmo acelerado para deixar tudo pronto. Cerca de 400 componentes serão distribuídos em 16 alas.
*Sob supervisão de Fernanda Silva






