Satisfação, gratidão e responsabilidade. Estes são os sentimentos que marcam o aniversário de 60 anos da Univille para as pessoas que fazem parte desta história. Em 15 de março de 1965, a Universidade da Região de Joinville abriu suas portas na maior cidade de Santa Catarina. Neste sábado (15), a instituição celebra suas seis décadas de atividade.

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Os 60 anos da Univille são marcados por pioneirismo e diversas conquistas. Ao longo de seis décadas, a universidade, que surgiu como Fundação Educacional da Região de Joinville (Furj), se consolidou na tradição do ensino, não só para os estudantes, mas também através do seu impacto social na comunidade joinvilense.

Veja fotos da Univille ao longo dos anos

A Univille iniciou suas atividades com a oferta do curso de Ciências Econômicas, que continua formando profissionais desde então.

Alexandre Cidral, reitor da instituição desde 2019, afirma que a Univille é marcada pela sua tradição e qualidade do ensino. Para ele, o Jubileu de Diamante, que celebra os 60 anos da instituição, é uma valiosa conquista.

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— É de uma grande satisfação e também gratidão e responsabilidade.

Satisfação por ver que ao longo desses 60 anos a nossa instituição, seja por meio dos mais de 40.000 graduados, seja por meio das atividades de pesquisa, de extensão, onde, inclusive, nós atendemos mais de 300.000 pessoas, anualmente; seja por meio das atividades de inovação. A Univille tem contribuído decisivamente para o desenvolvimento, não apenas econômico, mas também social e ambiental aqui da região — destaca.

Além da tradição construída no passado, o reitor destaca o papel da Univille na atualidade, que, para ele, está totalmente ligado ao desenvolvimento social, econômico e, com grande destaque, o ambiental.

Um dos exemplos é o Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos, trecho 5, executado pela unidade de São Francisco da Univille.

— Eu sempre brinco com os alunos que o nosso verde não é por acaso, porque o verde simboliza também o desenvolvimento sustentável, a sustentabilidade socioambiental, um princípio que constava já no projeto original em 1989 — explica.

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Passo importante: a criação do curso de medicina

Em 1996, foi assinado o Decreto Presidencial de Credenciamento que oficializou a Univille como universidade. Quatro anos depois, em 2000, surgia o curso de medicina. No ano passado, o curso foi avaliado com a nota máxima pelo Ministério da Educação (MEC).

O Doutor Paulo Henrique Condeixa França, de 54 anos, foi um dos professores da primeira turma do curso. Ele relembra que dar aula há mais de duas décadas possui várias diferenças em comparação ao modelo atual.

— No começo de tudo, há 25 anos, era tudo muito mais rudimentar, né? Ou seja, em termos de infraestrutura, em termos de tecnologia, em termos, inclusive, de inserção nossa na rede pública de saúde, que ainda estava se construindo para que as relações se estabelecessem — conta.

Segundo o professor, o impacto da criação do curso de medicina pela Univille são vários.

— Para nós, pelo menos da universidade, é muito evidente esse impacto, essa relevância para a comunidade por conta de que nós estamos formando quase 100 alunos por ano, graduados em medicina. Fora todos os demais cursos da área de saúde, mas que em grande parte deles, eles (os formados) permanecem atuando em Joinville e região, ou seja, em boa parte dos profissionais que estão atuando nas unidades básicas de saúde, nos hospitais, nas clínicas privadas também — destaca.

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A qualificação do corpo docente é um dos pontos de destaque para o professor. Segundo ele, cerca de 80% dos professores do curso são mestres e doutores atuantes na medicina.

Futuro da Univille

Atualmente, a Univille atende mais de 8 mil estudantes e conta com mil profissionais entre docentes e técnicos. A universidade oferece desde a Educação Infantil até programas de Doutorado, além de liderar iniciativas de pesquisa e extensão que impactaram mais de 350 mil pessoas apenas no último ano.

Em um olhar para o futuro, o reitor Alexandre Cidral destaca a importância do trabalho dos profissionais da Univille, que se dedicam em prol do crescimento da Universidade.

— Se olharmos para o futuro, que sempre mostra desafios, nós que estamos na gestão atualmente, todos que estamos trabalhando aqui na instituição, professores, pessoal administrativo e aqueles que virão, têm a responsabilidade de fazer com que esse legado possa continuar cumprindo o propósito para o qual ele foi criado, que é proporcionar educação, desenvolver o conhecimento científico e contribuir com a nossa região em especial — reforça.

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Letícia Albano é caloura do curso de Ciências Econômicas, o primeiro ofertado pela Univille. Segundo a estudante, ela escolheu a instituição por ser, em sua visão, a melhor universidade em questão de ensino.

— Espero que seja uma fase onde eu possa desenvolver minhas habilidades pessoais e interpessoais, conhecer pessoas novas e adquirir experiências incríveis no lugar sensacional que é a universidade — conta.

Consolidada pela tradição, os planos para o futuro da Univille são focados na expansão. 

— A perspectiva é que nós possamos cada vez mais estar presentes nos municípios da região, ampliando a nossa presença, tanto pela modalidade à distância quanto pela modalidade presencial da graduação e da especialização — afirma.

De acordo com Cidral, entre os projetos está a abertura de novos cursos, ampliar, além do trabalho de pesquisas e estudos, a oferta e o posicionamento por meio de polos distribuídos por Joinville e região.

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Ainda, o reitor revela que um dos principais projetos é a criação de uma nova unidade de ensino, mais próxima à região central de Joinville.

— Em relação ao projeto de construção de uma nova unidade no Bucarein, na Rua Plácido Olímpio na esquina com a Rua Urussanga, nós devemos instalar uma nova unidade, concentrando atividades na área da saúde que nós temos e também proporcionando a oferta de outros cursos. — finaliza.

*Sob supervisão de Leandro Ferreira

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