A dona da produtora GoUp, responsável pelo filme “Dark Horse”, que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), afirmou que o banqueiro Daniel Vorcaro custeou mais de 90% do orçamento da obra. A afirmação foi feita pela empresária Karina Ferreira da Gama, em entrevista à Globonews e à TV Globo. Vorcaro é dono do Banco Master e está preso por fraude ao sistema financeiro.

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A dona da produtora afirmou que o orçamento já executado pelo filme está em cerca de 13 milhões de dólares (R$ 65,7 milhões, na cotação atual). O filme, que está em fase de pós-produção, ainda deve ter despesas finais com efeitos especiais e sonorização, mas essas etapas não devem elevar significativamente o orçamento previsto. O primeiro trailer do filme foi divulgado nesta semana.

O pré-candidato à Presidência da República pelo PL, senador Flávio Bolsonaro, já havia admitido que Vorcaro bancou pouco mais de 12 milhões de dólares no filme “Dark Horse”. O valor equivaleria a pouco mais de 90% do total dos recursos.

Veja fotos do filme Dark Horse

Produtora buscou novos investidores após prisão de Vorcaro

Na entrevista, Karina afirmou que após a prisão de Vorcaro todos que estavam na liderança do projeto precisaram buscar novos investidores. Ela argumentou que Vorcaro teria atuado como intermediador de verba para o filme, e não como investidor. No entanto, o próprio Flávio já afirmou em entrevistas que Vorcaro teria sido investidor e patrocinador do filme.

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Ela também defendeu que Flávio Bolsonaro procurou o banqueiro em 2024, quando “não havia nenhuma informação contra Vorcaro”.

A produtora também afirmou que toda a verba para o filme foi repassada à produtora GoUp por meio do fundo Heavengate, sediado nos Estados Unidos e gerido pelo advogado Paulo Calixto, próximo do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

Gravações terminaram em dezembro

A produtora informou ainda que todas as cenas foram filmadas no Brasil e que as gravações terminaram em dezembro do ano passado — semanas após a primeira prisão de Daniel Vorcaro.

Karina também negou que o filme tenha recebido recursos de emendas. Ela disse que outra empresa ligada a ela recebeu valores via emendas para outro projeto audiovisual, mas que não teria relação com a família Bolsonaro.

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