O Hospital Materno-Infantil Santa Catarina (Hmisc), em Criciúma, informou nesta quinta-feira (14) o desbloqueio dos leitos da UTI Neonatal para novas admissões de pacientes. A decisão ocorreu após a realização de novos exames e avaliação técnica sobre os casos de colonização por bactéria multirresistente do tipo KPC identificados na unidade nesta semana.

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O bloqueio parcial havia sido anunciado na segunda-feira (11) pelo Instituto de Desenvolvimento, Ensino e Assistência à Saúde (Ideas), responsável pela gestão do hospital. 

Na ocasião, a instituição informou que pacientes da UTI Neonatal haviam apresentado colonização pela bactéria KPC, conhecida pela resistência a diversos antibióticos e que exige protocolos rigorosos de controle em ambientes hospitalares, especialmente em unidades críticas e neonatais.

Na terça-feira (12), a gerência de enfermagem do hospital informou ao NSC Total que oito dos 20 leitos da UTI Neonatal estavam bloqueados temporariamente. Conforme a unidade, novos exames seriam realizados na quarta-feira (13), com reavaliação do cenário prevista para esta quinta.

Segundo ofício encaminhado pelo hospital à Gerência Regional da Secretaria de Estado da Saúde, todos os exames de vigilância microbiológica realizados nos pacientes internados apresentaram resultado negativo para novos casos de colonização por KPC. O documento ainda destaca que não foram identificados novos casos relacionados ao cenário monitorado nem evidências de transmissão cruzada dentro da UTI Neonatal durante o período de acompanhamento epidemiológico.

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Avaliação técnica autorizou retomada integral de UTI Neonatal

Conforme o Hmisc, a decisão de liberar novamente os leitos foi tomada após avaliação conjunta entre direção técnica, Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH), infectologia e coordenação da UTI Neonatal.

De acordo com o documento assinado pelo diretor-técnico Matheus Bett Neto e pela infectologista Mônica Junkes Antero, as medidas epidemiológicas, assistenciais e de biossegurança adotadas permitiram controlar a disseminação da bactéria dentro da unidade, garantindo segurança técnica e assistencial para a retomada integral das admissões.

Mesmo com a reabertura dos leitos, o hospital informou que seguirá mantendo protocolos preventivos e de vigilância epidemiológica. Entre as medidas estão monitoramento contínuo pelo SCIH, reforço nas práticas de higiene das mãos, desinfecção de superfícies, manutenção das precauções de contato e vigilância microbiológica conforme protocolos institucionais.

Durante o período de bloqueio, novos pacientes que precisavam de atendimento neonatal intensivo foram encaminhados para outras unidades hospitalares. Os demais serviços do hospital seguiram funcionando normalmente.

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