A representatividade de cabelos desempenha um papel fundamental na formação da identidade e autoestima das crianças. Em um mundo cada vez mais diversificado, em que a valorização da individualidade e da pluralidade de culturas ganha destaque, é crucial que os pequenos possam se enxergar refletidos em diferentes formas e texturas capilares.

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Ao oferecer modelos que representem a variedade de cabelos existentes, proporcionamos às crianças uma visão positiva e inclusiva de si mesmas, promovendo um senso de pertencimento e aceitação, ao mesmo tempo em que combatemos padrões estéticos pré-determinados.

Sentimento de pertencimento

Segundo Paula Breder, terapeuta capilar e fundadora da marca de fitocosméticos PB, a ascensão da representatividade capilar nas mídias sociais e na indústria do entretenimento tem proporcionado um espaço para que crianças de todas as origens étnicas e raciais se vejam representadas. Celebridades de todas as áreas têm desempenhado um papel vital ao exibir seus cabelos naturais e compartilhar suas experiências pessoais com a aceitação capilar.

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“Lembro de quando tinha 9 anos e resolvi fazer progressiva por não conseguir nem saber como cuidar [dos cabelos]. Afinal, o único tipo de cabelo que era falado na televisão e nos salões de beleza era o liso. Mas nunca me senti eu mesma. Junto com a revolução da transição capilar, resolvi voltar aos meus cachos”, afirma.

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A aceitação do cabelo natural é mais do que uma questão estética (Imagem: pixelheadphoto digitalskillet | Shutterstock)

Mais inclusão e tolerância

Para muitas crianças, ver figuras públicas assumindo seus cachos, texturas e formatos de cabelo, é um poderoso lembrete de que não precisam se conformar com padrões de beleza irreais. Além disso, ajuda a criar um ambiente onde a diversidade é celebrada e não mais marginalizada.

A aceitação do cabelo natural é mais do que uma questão estética; é um ato de amor-próprio e empoderamento. À medida que as crianças observam esses modelos, elas aprendem que não precisam esconder ou alterar quem são para se sentirem aceitas e amadas. Isso não apenas fortalece sua autoestima, mas também contribui para uma sociedade mais inclusiva e tolerante.

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Mais pessoas juntas à causa

Organizações e empresas também estão reconhecendo a importância da representatividade capilar. Marcas de produtos capilares estão lançando linhas específicas para diferentes tipos de cabelo, reconhecendo a necessidade de atender às diversas necessidades dos consumidores. Escolas e instituições de ensino estão implementando políticas para combater a discriminação capilar e promover a aceitação.

“A representatividade de cabelos está moldando a forma como as crianças veem a si mesmas e o mundo ao seu redor. À medida que mais vozes se unem a essa causa, podemos esperar que a próxima geração cresça com uma maior compreensão da beleza na diversidade e da importância de se amar do jeito que são”, finaliza Paula Breder.

Por Giovanna Rebelo

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