O vereador Mauricinho Soares (MDB), preso preventivamente por suspeita de participar de esquema de corrupção no Detran, foi notificado dentro do presídio regional de Joinville pela comissão processante da Câmara de Joinville nesta sexta-feira (15). Agora, ele tem 10 dias para apresentar a defesa prévia.

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Após receber retorno da defesa prévia de Mauricinho, a comissão tem até cinco dias para decidir se continua com a investigação ou não. Neste período, o vereador que está preso tem direito à defesa. 

Vereador preso, suspeito de corrupção no Detran, é afastado da Câmara de Joinville

A comissão é formada por Cassiano Ucker (União Brasil), Cleiton Profeta (PL) e Kiko do Restaurante (PSD). O documento foi entregue em mãos ao vereador, que é alvo da apuração da comissão.

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Além dos vereadores, participaram da entrega de notificação Rafael Dutra, do gabinete do diretor do presídio, e o chefe de segurança, Márcio Maia Crecêncio. 

Vereador é afastado e perde salário

Por unanimidade, o vereador Mauricinho Soares (MDB) foi afastado da Câmara de Vereadores de Joinville. A decisão aconteceu na última quinta-feira (14). Ele foi preso duas vezes em menos de 10 dias. A última, no dia 8 de dezembro, por ser suspeito de participação em esquema de corrupção no Detran.

Com a suspensão, Mauricinho está proibido de comparecer nas atividades da Câmara, além de não ter mais direito ao salário enquanto durar a decisão da Casa. Com a decisão, José Henkel, conhecido como “Pelé”, assumirá a vaga, já que é o suplente. 

Para ser aprovado, o tema precisava de 13 votos, mas todos os 16 vereadores aptos a votar apoiaram a decisão de afastar Mauricinho. Diego Machado (PSDB), por ser quem fez a denúncia, não estava autorizado a votar.

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Por que Mauricinho está preso

Mauricinho foi preso na Operação Profusão, quando foi abordado na chegada à Câmara de Vereadores. Ele é investigado por suspeita de participação em um esquema de fraudes no Detran de Joinville.

De acordo com o delegado Pedro Alves, da Delegacia Especializada em Combate à Corrupção (Decor), o papel de Mauricinho no grupo era o de cooptar motoristas com CNHs suspensas que tinham interesse em zerar multas das carteiras de habilitação de forma ilícita. Para executar o serviço, se utilizava do cargo público, influência política e livre acesso ao órgão.

— Essa organização não tinha, necessariamente, uma pessoa que era o cabeça, mas eles atuavam em articulação. Cada um tinha um papel pré-definido e o dele [Mauricinho Soares] era relevante no sentido de trazer um volume bem grande de condutores para poder ter essa liberação de penalidade feita de forma indevida. Ele levava o condutor do veículo, o nome e a documentação até o agente do Detran e, com esses dados, o agente fazia a inserção no sistema com as informações falsas — explicou o delegado, em coletiva de imprensa na segunda-feira.

— Ele era conhecido por ter trânsito fácil no Detran. Tratava as coisas de maneira mais célere, conhecia a rotina administrativa do órgão e, no meio do caminho, acabou cometendo esses crimes – complementou Rafaello Ross, delegado regional de Joinville.

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Até o momento, quatro pessoas foram presas nas duas fases da Operação Profusão. Os envolvidos são investigados pelos crimes de corrupção ativa e passiva, falsidade ideológica, inserção de dados falsos em sistema de informações e organização criminosa.

A suspeita é de que Mauricinho recebia parte do valor do esquema, mas repassava a maioria para os agentes do Detran que faziam parte do grupo. O vereador pode responder por corrupção ativa, já os envolvidos ligados diretamente ao órgão de trânsito por corrupção passiva.

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