O vice-prefeito de Lages, Jair Júnior (Sem Partido), permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Nossa Senhora dos Prazeres após o acidente sofrido no sábado (23). Segundo boletim divulgado pela unidade médica nesta segunda-feira (25), ele apresenta estabilidade hemodinâmica — capacidade do corpo de manter o fluxo sanguíneo adequado —, e quadro geral satisfatório.
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De acordo com a nota, Jair Júnior será submetido na tarde desta segunda a uma nova cirurgia ortopédica para tratar a fratura no fêmur. O procedimento prevê a colocação de placa e parafusos, além da retirada do fixador externo instalado anteriormente. Segundo o hospital, o paciente segue sob acompanhamento contínuo das equipes assistenciais.
Veja fotos de Jair Junior, vice-prefeito de Lages
O acidente aconteceu enquanto o vice-prefeito fugia de uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco). O político bateu a BMW que dirigia em um caminhão e sofreu ferimentos graves, sendo encaminhado à UTI após passar por cirurgia de emergência.
O acidente ocorreu por volta das 20h, no Km 247 na BR-116, conforme a Polícia Rodoviária Federal (PRF). Imagens divulgadas nas redes sociais mostraram a frente do carro de Jair Junior destruída pelo impacto.
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Horas antes do acidente, Jair Júnior havia sido condenado a 10 anos e 11 meses de prisão por agredir a ex-companheira. A decisão judicial determinou a perda do mandato de vice-prefeito de Lages, embora ainda caibam recursos.
Ao NSC Total, o advogado de Jair, Guilherme Ramos, afirmou que deve entrar com um habeas corpus na segunda-feira. A defesa informou, ainda, que irá recorrer da decisão sobre a perda de mandato.
Procurada pela reportagem, a assessoria de comunicação da prefeitura não retornou sobre os desdobramentos do processo até o fechamento desta matéria. O espaço segue aberto.
Entenda a denúncia contra Jair Júnior
Segundo a denúncia apresentada pelo MPSC, Jair Júnior teria cometido uma série de agressões e atos de perseguição contra a ex-companheira após o fim do relacionamento.
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De acordo com o processo, o primeiro episódio de violência física ocorreu em janeiro de 2025, quando ele teria apertado os braços e o rosto da mulher após ela se recusar a publicar uma foto do casal nas redes sociais.
O caso mais grave ocorreu em março, na véspera da prisão em flagrante, do dia 22. Conforme a denúncia, Jair Júnior convenceu a ex-companheira a entrar no carro sob o pretexto de conversar sobre uma reconciliação, mas a levou à força até a casa dele. No local, teria trancado portas e janelas para impedir pedidos de socorro e tentado acessar o celular da vítima em busca de mensagens comprometedoras. Diante da negativa dela em fornecer a senha, ele teria dado tapas no rosto da mulher e pressionado um travesseiro contra a cabeça dela.
Ainda segundo o MPSC, a vítima só foi liberada após prometer que não registraria ocorrência. Mais tarde, incentivada pela irmã, ela procurou a polícia. O Ministério Público também apontou episódios de perseguição, com mensagens insistentes, monitoramento da rotina da vítima e presença frequente em locais onde ela estava.





