É cada vez maior a dependência das pessoas dos seus smartphones. Praticamente toda a nossa vida está dentro destes aparelhos e quando ficamos longe parece que se cria um buraco na existência humana. É preciso tomar cuidado com essa dependência e ligar o alerta, pois você pode estar viciado em celular.

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Um especialista que já trabalhou no Google e sabe bem como as coisas funcionam por lá escreveu um livro e nele dá valiosas – e simples – dicas para pelo menos amenizar o vício no celular. Além disso, outros exercícios mais desafiadores também podem ajudar a se livrar desse comportamento.

Jake Knapp é um ex-funcionário do Google, onde trabalhava como designer digital. Ele é coautor do livro  “Ditch It: The Perfect Habits That Reclaim Your Time” (Abandone: Os Hábitos Perfeitos que Recuperam Seu Tempo, em tradução livre).

Para Knapp, 99% da vida cotidiana é recheada de desperdício. E como forma de sair dessa rotina de looping de telas, vídeos curtos, longos, redes sociais e um monte de outras coisas que fazem os humanos rasgarem seu tempo e jogarem no lixo, ele propõe algumas mudanças de hábito.

Limpe completamente a sua tela inicial de ícones

Isso mesmo! Deixe a tela inicial do seu celular sem nenhum aplicativo à mostra. A ideia é quando você desbloquear seu aparelho não veja um monte de botões coloridos e cativantes, mas apenas seu fundo de tela. Isso cria um pequeno obstáculo visual e uma consequente barreira mental. Deixe esses botões dentro de pastas “escondidas”.

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– Mesmo que você abra o celular inconscientemente, você pode parar e pensar: O que eu estava tentando fazer? – diz. Ele afirma que essa simples reflexão pode ajudar a romper com o “automatismo” de mexer no celular sem um motivo útil.

Radical demais? Que tal um meio-termo se você é viciado em celular?

Bom, se limpar sua tela de todos os ícones for uma tarefa radical demais, Jake Knapp sugere outra saída: limitar cada tela do seu aparelho a uma única linha de ícones de aplicativos. Isso pode criar mais uma camada de desconforto, pois talvez o fará procurar pelo app inútil e que suga sua energia – e tempo. Nesse desconforto de ter que executar mais uma tarefa, quem sabe você dsista.

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Não se trata apenas de uma questão de organização estética. Ao reduzir as opções visíveis, cria-se uma espécie de “atrito psicológico”. Ele retarda a resposta impulsiva de abrir um aplicativo sem pensar. É o combate ao modo automático.

Outras dicas para quem é viciado em celular

Algumas alternativas para quem é viciado em celular podem ser feitas em casa mesmo. Talvez a mais eficaz seja não levar o celular para a cama à noite. Atualmente passamos horas rolando os feeds com amenidades e desperdiçando tempo preciso de sono.

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Isso cria uma dependência por conta da dopamina da baixa qualidade quando vemos um – ou vários – vídeos de gatinhos fofos na tela, por exemplo. Vale para um monte de coisa. Nosso cérebro vai sempre pedir mais.

Algumas pessoas deixam o aparelho num cômodo diferente, para evitar a tentação do alcance com as mãos. Outra vantagem é que, quando o despertador toca pela manhã a pessoa se obriga a levantar da cama, evitando aqueles “5 minutinhos fatais” para o atraso.

Por fim, é sempre importante lidar com distúrbios, como estar viciado em celular, com ajuda profissional. Procure um médico ou um psicólogo.

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