Satélites da Agência Espacial Europeia (ESA) flagraram do espaço a formação do El Niño, que deve atingir a classificação “super” no final deste ano, conforme a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (Nooa), dos Estados Unidos. Um vídeo divulgado pela agência mostra os primeiros sinais de formação do fenômeno, com aumento na temperatura da superfície do oceano.

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As anomalias de temperatura foram registradas de 1 a 7 de junho deste ano, em comparação com a média de 1991 a 2020 para o mesmo período. Conforme a ESA, a mudança na temperatura do oceano provoca uma mudança nos padrões de vento e, também, na circulação atmosférica, o que pode causar impactos no clima em todo o mundo.

Veja o vídeo

Como o El Niño se forma?

Conforme a agência, o El Niño acontece a cada poucos anos, quando os ventos alísios perdem força e permitem que as águas quentes da superfície do Oceano Pacífico ocidental se desloquem para o leste. Como mostram as imagens, o fenômeno pode começar de forma sutil, com as águas do Oceano Pacífico tropical mais quentes.

— Embora as diferenças de temperatura possam parecer pequenas, o oceano armazena e troca enormes quantidades de calor, portanto, mesmo um leve aquecimento pode indicar mudanças muito grandes no fluxo de energia entre o oceano e a atmosfera — explicou o cientista da ESA Craig Donlon.

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O que o El Niño pode causar?

A agência também explica que, com as águas mais quentes, as chuvas sobre o Oceano Pacífico podem ser intensificar, alterando a circulação atmosférica. Essas mudanças podem desencadear efeitos em que chegam até o Polo Norte e alteram o clima de inverno na Europa, aumentando a chance de ondas de frio ou mudanças nos padrões climáticos típicos da estação.

A influência do El Niño nas anomalias do nível do mar no Pacífico vai aparecer de forma mais evidente nos próximos meses, com a observação da altimetria por satélite.

Em Santa Catarina, o Fórum Climático Catarinense afirmou que temperaturas devem seguir o padrão típico do inverno, com massas de ar frio e episódios de queda acentuada. Já a partir de julho, as temperaturas podem ficar acima da média. O fenômeno deve fazer com que o frio seja mais intenso e perdure por mais tempo em relação ao inverno de 2025.

Em relação a chuva, as precipitações devem ficar acima da média, acontecendo de forma mais frequente e com acumulados elevados em pouco tempo, com temporais incluindo raios, granizo e ventania.

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O El Niño em 10 passos