Lúcia Helena Canhada Lopes, de 68 anos, uma das pessoas atingidas por um raio durante um ato organizado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) no domingo (25), em Brasília, deu uma entrevista à Folha de S.Paulo falando sobre o caso. Ela chegou a ser levada de ambulância para o Hospital Regional da Asa Norte.

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— Se eu tivesse morrido, também não teria problema. Morreria por uma causa justa, nobre — disse Lucia, à Folha.

Ela estava acompanhada da amiga Maria Eli Silva, de 58 anos, que segue internada na UTI do Hospital Santa Marta, em Taguatinga (DF). Ao todo, 89 pessoas ficaram feridas, segundo balanço das autoridades de saúde.

Mulher pensou que raio era atentado

Na hora que caiu o raio, Lúcia relata que ouviu um estrondo e chegou a desmaiar. Ao recobrar a consciência, ainda na praça, pensou inicialmente se tratar de um atentado. Em seguida, viu a amiga sendo socorrida por pessoas que estavam no ato.

Ambas foram levadas de ambulância até o Hospital Regional da Asa Norte. Maria Eli apresentou um quadro mais grave, com dores intensas e queimaduras no pescoço e em parte do seio, e precisou ser transferida para a UTI.

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Fotos mostram momento em que raio atingiu manifestantes

Relembre o que aconteceu

Os manifestantes que sofreram uma descarga elétrica estavam próximos ao Memorial JK, no Eixo Monumental de Brasília, aguardando a chegada de uma manifestação de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Segundo a Secretaria de Saúde do DF, não houve registro de mortes por conta do raio. O Corpo de Bombeiros afirmou que alguns dos feridos tiveram queimaduras na mão e na parte do tórax. Também foram registradas torções e episódios de hipertermia, já que no momento do ato, chovia muito. Ao todo, 89 pessoas foram atendidas ainda no local em que o raio caiu.

Confira o vídeo

*Com informações da CNN e da Folha de S.Paulo