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    Suspeita de crime passional

    Viúva de embaixador grego é levada para complexo prisional no Rio

    Para a Polícia Civil, Françoise chegou a oferecer R$ 80 mil para ajudar a matar o marido, com quem teve uma filha de 10 anos

    31/12/2016 - 14h34 - Atualizada em: 21/06/2019 - 22h11

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    Por Agência Brasil
    Embaixatriz Françoise de Souza Oliveira, durante a chegada à Delegacia da Polícia Civil na manhã de sexta-feira
    Embaixatriz Françoise de Souza Oliveira, durante a chegada à Delegacia da Polícia Civil na manhã de sexta-feira
    (Foto: )

    A embaixatriz Françoise de Souza Oliveira, apontada pela polícia como mandante da morte do embaixador da Grécia no Brasil, Kyriankos Amiridis, já está no Complexo Prisional de Bangu. Ela foi transferida no início da manhã deste sábado para a Cadeia Pública Joaquim Ferreira de Souza, unidade feminina, onde também se encontra Adriana Ancelmo, ex-primeira dama do Estado do Rio de Janeiro.

    Françoise negou envolvimento na morte do marido, mas em depoimento um outro preso, Eduardo Moreira de Melo, disse que receberia dela R$ 80 mil para participar do crime, juntamente com o policial militar Sergio Gomes Moreira Filho, primo dele e, segundo a polícia, amante da embaixatriz. O PM foi transferido para o Batalhão Especial Prisional (BEP), em Niterói. Ele confessou participação no crime.

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    O carro que o embaixador dirigia foi encontrado queimado na manhã de quinta-feira (29), embaixo de um viaduto do Arco Metropolitano, em Nova Iguaçu. Dentro, estava o corpo carbonizado do diplomata. De acordo com o delegado Evaristo Pontes, da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense, Amiridis foi morto dentro de sua casa, em Nova Iguaçu, pelo policial militar e depois levado para o carro, enrolado em um tapete, com a ajuda do primo. Os dois aparecem em gravações de câmeras de segurança, no condomínio do embaixador. Os três tiveram prisão temporária de 30 dias decretada pela Justiça.

    Imagens mostram suspeitos na casa do embaixador

    O diplomata estava desaparecido desde a última segunda-feira (26). Amiridis morava em Brasília e passava férias no Rio de Janeiro, onde foi cônsul-geral de 2001 a 2004. O embaixador mantinha relacionamento com a brasileira há 15 anos e tiveram uma filha dez anos atrás.

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