O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo), afirmou nesta segunda-feira (22) em um evento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília, que, se eleito, pretende exigir dos homens beneficiários do Bolsa Família a conclusão dos estudos.
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— Eu viso muito os homens, as mulheres têm outras atribuições em casa, têm filhos, têm uma diferença muito grande com relação aos homens, mas os homens hoje são convidados a trabalhar —, disse Zema.
O objetivo da proposta, de acordo com Zema, seria incentivar a capacitação dos beneficiários e a inserção dos homens no mercado de trabalho. Atualmente, a frequência escolar é requisito obrigatório tanto para meninos quanto para meninas, filhos das famílias que recebem o auxílio.
— Ninguém vai morrer se tiver de estudar, tiver de concluir o fundamental ou ensino médio. Eu quero colocar essas exigências para os homens — disse o ex-governador.
— Mulher, mais uma vez, como eu falei, diferente. E quero também recompensar quem conseguir um emprego, sair do Bolsa Família para a carteira de trabalho assinada — complementou.
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O evento contou ainda com a participação dos presidenciáveis Flávio Bolsonaro (PL) e Ronaldo Caiado (PSD).
Educação é requisito para beneficiários do Bolsa Família
Atualmente, para receber o benefício, as famílias beneficiárias devem assumir compromissos. Um deles é com a educação. Meninos e meninas devem frequentar a escola. A frequência escolar deve ser de 60% para crianças de 4 a 6 anos incompletos e de 75% para beneficiários de 6 a 18 anos incompletos que não tenham concluído a educação básica (ensino fundamental e ensino médio).
Outro compromisso é com a saúde. Crianças menores de 7 anos devem manter o calendário de vacinação em dia e realizar acompanhamento do estado nutricional (peso e altura). Já as gestantes devem realizar o pré-natal.
O Bolsa Família também possui a chamada regra de proteção, voltada aos beneficiários que começam a desempenhar alguma atividade remunerada.
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De acordo com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social e Combate à Fome, a norma foi criada para incentivar a busca por emprego e para dar segurança àqueles que estão em transição para o mercado de trabalho.
Quando a renda da família ultrapassa o limite de R$ 218 por pessoa, mas não o de R$ 706, o Bolsa Família não é cortado imediatamente. A família continua recebendo metade do valor por até 18 meses.
*Com informações do g1













