Alvo de crise, STF passa em branco em planos de candidatos a governo de SC, mas domina briga por Senado

Candidatos de disputa apertada para senador em SC pautaram campanha por críticas e reações à crise no STF

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Plenário do Supremo Tribunal Federal, STF

Supremo Tribunal Federal (STF) tem ministros que devem deixar a corte entre 2028 e 2050 (Foto: Gustavo Moreno, STF)

Alvo de uma crise histórica que pode resultar na investigação de alguns dos próprios ministros da Corte, o Supremo Tribunal Federal (STF) dominou o noticiário político das últimas duas semanas, mesmo a menos de um mês das Eleições 2026.

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As revelações e disputas jurídicas causaram impacto na corrida eleitoral tanto em nível nacional, onde a pesquisa Quaest desta segunda-feira (14) mostrou pela primeira vez o candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) numericamente à frente de Lula (PT) em eventual 2º turno, quanto no cenário catarinense, onde o assunto também entrou nas campanhas.

As polêmicas envolvendo grupos políticos e o STF nos últimos anos passaram ao largo dos planos de governo dos candidatos a governador de SC. Dois oito nomes na disputa pela Casa d’Agronômica, apenas um deles citou a Suprema Corte no plano de governo apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no pedido de candidatura.

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Bruno Pedreiro do PCO (PCO), em um documento que reproduz um programa nacional do partido, cita o fim da Suprema Corte como uma das defesas da sigla. Os demais planos focam em temas diretamente ligados à atuação do governador e demandas do Estado, como infraestrutura e educação.

Escândalo esquenta corrida por Senado

Nas campanhas para senador, no entanto, o STF se tornou pauta central dos candidatos na última semana. Casa responsável por votar pedidos de impeachment de ministros do STF, o Senado já tinha a atuação dos ministros no focos dos discurso nas primeiras semanas de campanha.

O candidato Esperidião Amin (PP), por exemplo, citou os enfrentamentos feitos ao ministro Alexandre de Moraes logo no primeiro programa do horário eleitoral. Nos últimos dias, no entanto, o assunto virou pauta número um dos candidatos, em programas de rádio e TV, e também nas redes sociais.

A candidata Carol de Toni (PL) recordou reações tomadas a decisões do STF durante o trabalho como deputada federal em um vídeo ao lado das filhas. Após dizer que “fez o que pôde” na Câmara dos Deputados, a candidata projeta um papel mais relevante dos senadores em questões como o próprio impeachment de ministros.

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Carlos Bolsonaro (PL) também republicou manchetes jornalísticas sobre a crise no Supremo nos últimos dias e tentou relacionar o escândalo do Banco Master, que atingiu em cheio ministros da Suprema Corte, ao governo petista.

Amin dobrou a aposta nos temas envolvendo o Supremo e, na semana passada, publicou um vídeo com trechos de discursos dele criticando decisões do STF e afirmando que sua “batalha” contra supostos abusos da Suprema Corte “não começou ontem, nem às vésperas da eleição”. Amin chegou a cancelar a agenda de campanha e viajar a Brasília para acompanhar os desdobramentos da crise no STF.

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Antídio Lunelli (MDB) divulgou um vídeo em animação com um personagem que simula o candidato em uma sessão do Supremo “denunciando” o contrato do banqueiro Daniel Vorcaro com a esposa do ministro Alexandre de Moraes. Nos últimos dias, ele dividiu a atenção entre conteúdos voltados à sua trajetória pessoal e política com publicações sobre a crise no Supremo.

Quem são os candidatos ao Senado por SC nas Eleições 2026

O candidato Jefferson Rocha (PRD) estava em Brasília no dia 2 de setembro quando foram reveladas as mensagens de Vorcaro a Moraes, fazendo eclodir a crise no STF. Advogado, ele atuaria em uma ação de interesse do setor agropecuário de SC, mas a reunião foi adiada por conta da crise, e o candidato gravou um vídeo se queixando do adiamento e do suposto envolvimento de Moraes no escândalo do Banco Master.

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Entre os candidatos da esquerda, o STF também foi pauta, mas com outras abordagens. Décio Lima (PT) publicou vídeos nas redes sociais divulgando reações de Lula à crise no STF e abordando revelações de investigações ligadas ao filme Dark Horse, filme sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que recebeu pagamentos de Vorcaro.

Afrânio Boppré (PSOL) divulgou vídeos sobre supostas alianças de nomes da direita, como o deputado federal Nikolas Fereira (PL), com Daniel Vorcaro. Nos dois últimos casos, no entanto, os últimos dias foram dedicados a postagens sobre a violência sofrida pela candidata ao Senado de Décio Lima, Fernanda Klitzke (PT), em uma ação da Polícia Militar no fim de semana, em Jaraguá do Sul.

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Disputa apertada em SC

As polêmicas envolvendo a Suprema Corte esquentaram a pauta da corrida ao Senado em SC, que já vinha sendo marcada por disputas apertadas. Na pesquisa Quaest contratada pela NSC e divulgada no dia 24 de agosto, o candidato Esperidião Amin (PP) liderava numericamente a intenção na soma dos dois votos, com 19%, mas era seguido por Carlos Bolsonaro (PL), com 16%, Carol de Toni (PL), com 12%, e Décio Lima (PT), com 9%. Os dois mais votados se elegem para senador, cargo que tem mandato de oito anos.

O 1º turno das eleições deste ano ocorre no dia 4 de outubro. Se houver necessidade, o 2º turno está previsto para 25 de outubro.