ANÁLISE: Ausentes dos debates, Carol de Toni e Carlos Bolsonaro dobram aposta em Jorginho e Flávio na corrida ao Senado

Mesmo com disputa acirrada pelas duas vagas, candidatos do PL fogem das discussões de ideias e propostas

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Debate entre os candidatos ao Senado aconteceu na noite de sexta-feira (25) (Foto: Patrick Rodrigues, NSC Total)

A corrida pelo Senado em Santa Catarina confirma a expectativa de disputa acirrada até a reta final. A busca pelas duas vagas de senador foi a que mais movimentou partidos no Estado e rendeu novidades nos meses que antecederam a eleição. As polêmicas e reviravoltas foram centradas sobretudo na mudança de Carlos Bolsonaro (PL) de deixar o Rio de Janeiro para concorrer por SC. A transferência causou insatisfação e chegou a ameaçar inclusive o lugar de Carol de Toni (PL) na chapa governista.

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A uma semana das eleições, no entanto, Carlos Bolsonaro e Carol de Toni ratificam a opção por fugir de debates e sabatinas e embaralham a discussão entre os concorrentes de Santa Catarina. Os dois não participaram de debates ao longo da campanha em SC. A ausência mais recente ocorreu no debate da NSC TV, exibido na noite desta sexta-feira (25).

Veja fotos do debate com candidatos ao Senado em SC

Carlos Bolsonaro não aceitou o convite, enquanto Carol de Toni chegou a confirmar presença, mas informou mais tarde que não compareceria, o que fez com que a cadeira dela permanecesse vazia no estúdio do debate.
Ausentes de mais um debate e envolvidos no triplo empate técnico da liderança apontado pela pesquisa Quaest contratada pela NSC e divulgada a quinta-feira (24), Carlos e Carol se tornaram vidraça. Foram os alvos preferidos de críticas dos candidatos no primeiro bloco do debate e também fora do ar, nos bastidores do debate.

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Para esquentar ainda mais o cenário, nos últimos dias Carlos Bolsonaro subiu o tom contra Esperidião Amin (PP), com quem está empatado junto de Carol de Toni na briga pelas duas vagas de senador. Em um vídeo nas redes sociais, acusou Amin de ter “tascado o 13 no peito” em eleições passadas, e ouviu como resposta de Amin em outro vídeo uma provocação sobre se durante a gravação o rival estaria indo ao debate ou ao Rio de Janeiro.

A ausência sobretudo de Carlos Bolsonaro nos debates e sabatinas é sentida pela curiosidade de adversários e eleitores de avaliarem o conhecimento dele da realidade do Estado e os atributos para enfrentar a missão do Senado.

As apostas na reta final

Fora do circuito dos debates, Carlos e Carol apostam na proximidade com Flávio Bolsonaro (e na crença de que ele se elegerá presidente) para mobilizar os eleitores a casarem voto nos dois candidatos do PL. Em evento em Joinville no início do mês, Carlos afirmou que seria um senador recebido “pela porta da frente” do gabinete do presidente da República, ao apontar para o irmão Flávio.

A postura combativa contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) é outro tema explorado pelos candidatos do PL, abordado inclusive no horário eleitoral em rádio e TV. Neste flanco, porém, os holofotes são divididos com o rival Amin, relator da PEC da Dosimetria e crítico de decisões recentes do Supremo, e até de Décio Lima (PT), que no debate da NSC defendeu a investigação também do ministro Alexandre de Moraes e lamentou decisões recentes sobre o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

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Sem ir a debates, entrevistas, Carlos e Carol terão pela frente uma última semana de campanha acirrada pelo Senado. A aprovação do governo de Jorginho Mello (PL) e o favoritismo dele na busca pela reeleição são trunfos a serem aproveitados por Carlos e Carol. As urnas devem apontar se a figura de Jorginho é as estratégias adotadas serão suficiente para eleger a dupla ao Senado ou se a disputa acirrada pode terminar com uma surpresa no resultado. Mais do que o futuro político de Carlos e Carol, os resultados devem responder qual o tamanho de Jorginho e do bolsonarismo após as eleições deste ano em SC.