Após renúncia de Peña, vice pode assumir Presidência do Paraguai; veja o que acontece agora

Vice-presidente Pedro Alliana deve concluir o mandato até 2028; Congresso ainda precisa formalizar a saída do atual presidente

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Renúncia de Santiago Peña à Presidência do Paraguai, nesta quinta-feira (5), abre caminho para que o vice-presidente Pedro Alliana assuma o comando do país (Foto: Divulgação)

A renúncia de Santiago Peña à Presidência do Paraguai, nesta quinta-feira (5), abre caminho para que o vice-presidente Pedro Alliana assuma o comando do país. A mudança ocorre em meio à crise política provocada pela quebra do Ueno Bank, instituição da qual Peña foi acionista até março de 2025. O pedido de renúncia ainda precisa ser analisado pelo Congresso paraguaio.

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Pela Constituição, em caso de vacância definitiva da Presidência, o vice assume o cargo e conclui o mandato, previsto para terminar em agosto de 2028, sem necessidade de convocar novas eleições.

Também nesta quinta, mesmo após a divulgação da carta de renúncia, a Câmara dos Deputados aprovou por unanimidade a abertura de impeachment contra Peña, com 78 votos favoráveis. O processo segue para o Senado, onde são necessários dois terços dos votos para a destituição.

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Já Alliana escapou da abertura de um processo de impeachment. A Câmara rejeitou a medida por 48 votos contrários e 30 favoráveis, permitindo que o vice-presidente avance na sucessão sem esse impedimento.

Quem é o vice que deve assumir a presidência?

Aos 52 anos, Alliana é formado em Relações Internacionais pela Universidade San Sebastián e foi comerciante e jogador de basquete antes de entrar na política. Ele é do Partido Colorado (Associação Nacional Republicana), o mesmo de Peña e o partido historicamente dominante da política paraguaia.

Ele já foi governador do estado de Ñeembucu, entre 2008 e 2012, e foi deputado durante 10 anos, entre 2013 e 2023. Alliana também foi líder do Colorado na Câmara entre 2015 e 2023.

Em abril deste ano, Alliana anunciou sua pré-candidatura à presidência do Paraguai para as eleições de 2028, com apoio declarado do próprio Peña e do ex-presidente Horacio Cartes.

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Entenda a crise do Ueno Bank

A crise começou após o Banco Central do Paraguai determinar, em 3 de novembro, a dissolução do Ueno Bank, considerado o maior banco digital do país, por insolvência. A instituição é investigada por suspeitas de irregularidades na gestão e empréstimos a empresas ligadas aos controladores.

Peña foi acionista da Ueno Holding, grupo controlador do banco, até março de 2025. O caso também levou à renúncia do presidente do Banco Central, Carlos Carvallo, que havia comandado o Ueno antes de assumir a autoridade monetária.