O condomínio Solar de Brasília, onde Jair Bolsonaro (PL) cumpre prisão domiciliar, precisou emitir pelo menos duas notas para orientar temas como o uso de drones e boatos sobre uma suposta expulsão de moradores. Nesta terça-feria (26), o ministro Alexandre de Moraes determinou que a polícia monitore o ex-presidente em tempo real. As informações são do g1.
No dia 12 de agosto, um informativo do condomínio destacou que o sobrevoo deve respeitar a vida particular dos moradores e que, se realizado sem consentimento, pode ser considerado invasão de privacidade.
“Constatado que um drone esteja causando incômodo ou preocupação ao sobrevoar áreas comuns ou frações ideais do Condomínio, a equipe de segurança envidará esforços para identificar o operador e registrar a ocorrência”, diz a nota.
No dia 6 do mesmo mês, outro aviso fou publicado no grupo do condomínio para negar rumores de uma eventual expulsão de moradores.
De acordo com o informativo, para ser expulso do condomínio é preciso descumprir reiteradamente as normas condominiais “o que não se adequa e não se aplica a realidade dos fatos”.
“Quanto ao veiculado interesse de ‘expulsão’ de morador, trata-se de uma condição inexistente e atípica, pois não é de conhecimento e, tampouco, se apoia na legalidade”, aponta a nota.
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Como é o condomínio de Bolsonaro?
A residência é alugada e fica no Condomínio Solar de Brasília, no Jardim Botânico, local conhecido pelas casas de luxo. A casa onde o ex-presidente mora está a cerca de 20 minutos do Congresso Nacional, na região central de Brasília.
Em 2023, um levantamento feito pelo g1 mostrou que o aluguel de uma mansão no Jardim Botânico pode chegar a R$ 90 mil.
No dia 18 de julho, a Polícia Federal fez buscas no endreço, quando Bolsonaro passou a ser monitorado por tornozeleira eletrônica.
Monitorado pelo PF
A Polícia Federal disse ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a permanência de agentes dentro da casa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) seria necessária para garantir que a prisão domiciliar seja monitorada de forma efetiva.
O envio do parecer da Polícia Federal ocorreu depois que o ministro do STF Alexandre de Moraes determinou nesta terça-feira (26) que a Polícia Penal do Distrito Federal faça o reforço de policiamento na casa do ex-presidente.
Segundo a PF, apesar de a tornozeleira eletrônica de Bolsonaro enviar informações online, a internet pode cair, o que daria tempo para uma eventual fuga.
“Nesses casos, as violações somente seriam informadas por relatório aos operadores do sistema após o retorno do sinal, o permitiria tempo hábil para que o custodiado empreendesse uma fuga. Nesse sentido, o monitoramento eletrônico, mesmo com equipes de prontidão em tempo integral, não constitui medida impeditiva à fuga do custodiado, caso este tenha tal intenção”, escreveu a PF.
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