A defesa do ex-assessor presidencial Filipe Martins pediu apuração contra o delegado Fábio Shor, da Polícia Federal (PF), responsável pela prisão dele em 2024. Ele é um dos réus no processo da trama golpista no Supremo Tribunal Federal (STF). As informações são da Folha de S. Paulo.
Filipe Martins passou seis meses numa penitenciária de Curitiba (PR), após ter sido acusado de viajar aos Estados Unidos no final do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. No último dia 10 de outubro, autoridades norte-americanas disseram que o registro de entrada no país era “falso”.
Agora, nessa segunda-feira (20), o delegado da PF pediu ao STF investigação sobre a informação incorreta da imigração e indicou que o próprio Martins poderia ter simulado a entrada no território dos EUA. Para a defesa do assessor, Shor agiu de “má-fé” e busca mascarar a negligência.
— O delegado tenta justificar, retroativamente, uma prisão sem fundamentos, transformando o inquérito em palanque para defender sua própria reputação — dizem os advogados Jeffrey Chiquini e Ricardo Scheiffer Fernandes.
Além disso, a defesa diz que vai acionar a Controladoria-Geral da União (CGU) e o Ministério Público Federal (MPF) contra o delegado. Para eles, Shor teria ignorado provas de que o ex-assessor jamais deixou o país no final de 2022.
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STF retoma julgamento do núcleo 4 da trama golpista
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) retoma nesta terça-feira (21) o julgamento do núcleo 4 da trama golpista. Os sete réus são acusados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por tentativa de golpe de Estado.
A primeira sessão do julgamento aconteceu na última terça-feira (14), quando houve a leitura do relatório pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do processo, assim como as manifestações do procurador-geral da República, Paulo Gonet, em nome da acusação, e das defesas dos acusados.
A sessão dessa terça começa às 9h e após a abertura pelo presidente da Turma, ministro Flávio Dino, o primeiro a votar será o ministro Alexandre de Moraes. Depois, os votos seguem em ordem crescente de antiguidade no Tribunal, ficando por último o presidente da Turma. Dessa forma, votam os ministros Cristiano Zanin, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Flávio Dino.
*Sob supervisão de Raquel Vieira
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