Santa Catarina está entre os cinco estados que mais tiveram denúncias de assédio eleitoral no trabalho após as eleições gerais de 2026. Os dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), divulgados neste sábado (31), mostram que foram 259 denúncias no Estado entre quarta-feira (28) e sexta-feira (30) em um canal específico para esse tipo de denúncia.
As ocorrências estão sendo analisados pela Auditoria Fiscal do Trabalho para investigar possíveis irregularidades. Santa Catarina está na quinta posição no ranking nacional, atrás apenas de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná, conforme dados obtidos pelo g1.
A região Sudeste concentra quase metade das denúncias, com 2.087 ocorrências em três dias. O Nordeste vem em seguida, com 784 denúncias, enquanto a região Sul teve 757 ocorrências. As regiões Centro-Oeste e Norte aparecem logo em seguida, com 378 e 299 denúncias, respectivamente.
Veja o ranking de denúncias de assédio eleitoral no trabalho no Brasil
- São Paulo (SP): 1.325 denúncias;
- Rio de Janeiro (RJ): 354 denúncias;
- Minas Gerais (MG): 345 denúncias;
- Paraná (PR): 268 denúncias;
- Santa Catarina (SC): 259 denúncias.
Listas de boicotes e incentivo à demissão
As denúncias acontecem em meio a listas de boicotes divulgadas nas redes sociais contra estabelecimentos vistos como “petistas” por terem supostamente apoiado a reeleição do presidente Lula (PT), além da recusa de contratação de trabalhadores pela posição política.
O movimento é chamado de “Demita um petista”, com publicações nas redes sociais que incentivam empresários a demitir trabalhadores que votaram em determinado candidato.
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O que é assédio eleitoral no trabalho?
O assédio eleitoral no trabalho ocorre na tentativa de influência de voto do funcionário pelo empregador com ameaças de perda do emprego, redução salarial ou rebaixamento de cargo. Além disso, a distribuição de santinhos no ambiente de trabalho, por exemplo, também se caracteriza dessa forma.
Na quarta-feira, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, anunciou uma força-tarefa nacional que busca manter a fiscalização de denúncia de ameaças de demissão, perseguição e assédio eleitoral contra funcionários.
“Não podemos admitir que trabalhadores e trabalhadoras sejam ameaçados, constrangidos ou discriminados por suas escolhas políticas. O voto é livre e secreto, e nenhum empregador pode usar sua posição para interferir na decisão de seus empregados”, disse em nota.
Como denunciar
Situações de assédio eleitoral podem ser denunciadas tanto por quem sofreu ou quanto por quem presenciou ao MPT pelo site www.mpt.mp.br. O registro pode ser feito de forma remota e sigilosa, com apresentação de provas e documentos que comprovem a demissão injusta.










