Eduardo Bolsonaro tem 15 dias para responder denúncia por coação em processo judicial

Determinação é do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF)

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Segundo a lei que trata dos processos penais no STF, o prazo é de 15 dias (Foto: Marcelo Camargo, Agência Brasil)

O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) tem 15 dias para responder à denúncia oferecida pela Procuradoria-Geral da República (PGR). A determinação é do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e foi divulgada nesta terça-feira (23). As informações são do g1.

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O caso em questão é sobre a atuação de Eduardo Bolsonaro durante o processo sobre golpe de estado, em que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pai dele, foi condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão. Para a PGR, Eduardo buscou levantar sanções e tarifas ao Brasil numa tentativa de “atrapalhar” o julgamento.

Segundo a lei que trata dos processos penais no STF, o prazo é de 15 dias. Como Eduardo está fora do país, o Poder Judiciário pode ter dificuldades para realizar a notificação. Caso o STF não consiga a notificação, pode determinar que sejam citados por edital e até mesmo que a defesa seja apresentada pela Defensoria Pública.

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O pedido de notificação é parte do trâmite jurídico após uma denúncia oferecida pela PGR por coação do processo judicial. Em geral, os denunciados têm um prazo de 15 dias para se manifestarem contra a abertura da ação penal no STF, antes que os ministros julguem se irão torná-los, ou não, réus.

Além de Eduardo Bolsonaro, o blogueiro Paulo Figueiredo, neto do ex-presidente militar João Figueiredo, também recebeu a determinação de Moraes. Aliado da família Bolsonaro, Figueiredo teria atuado nos EUA junto de Eduardo, segundo a PGR.

Eduardo Bolsonaro pode ser cassado

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), barrou a indicação do deputado Eduardo Bolsonaro (PL) para a liderança da minoria. A informação consta no Diário Oficial da Câmara desta terça-feira (23).

Sem ser líder da minoria, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro seguirá tendo faltas computadas e deve perder o mandato. Isto porque o parlamentar não pode ter mais do que um terço de ausências não justificadas em sessões deliberativas. Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde fevereiro.

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Segundo Motta, entre as obrigações de um parlamentar está a de frequentar presencialmente o Congresso Nacional. O registro remoto, embora possível, é exceção permitida apenas a deputados que estão em missão autorizada para representar a Casa.

Eduardo Bolsonaro não comunicou previamente à Câmara que sairia do país, apenas quando já estava nos EUA, pelas redes sociais, num declarado auto-exílio.

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*Sob supervisão de Luana Amorim

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