A igualdade absoluta de 1.530 votos entre os candidatos no município de Marquinho (PR) e a diferença de apenas um voto em outras cinco cidades marcaram a apuração do segundo turno presidencial. Conforme os dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a divisão matemática precisa do eleitorado também ocorreu em Apiacá (ES), São João do Pau d’Alho (SP), Altamira do Paraná (PR), Nova Luzitânia (SP) e Anhanguera (GO).
O presidente Lula (PT) venceu em três dessas localidades por margem unitária, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) liderou as outras duas pela mesma vantagem mínima neste segundo turno presidencial. No cenário paranaense, contudo, a paridade perfeita dividiu a preferência local exatamente ao meio, computando 50% dos votos válidos para cada concorrente.
Empate exato de 1.530 votos em Marquinho
Marquinho, na Região Central do Paraná, viveu o caso mais extremo da eleição presidencial neste segundo turno presidencial ao somar exatamente 1.530 votos para Lula e 1.530 votos para Flávio Bolsonaro. O equilíbrio nessas urnas reflete uma tendência observada em todo o país. Ao todo, 196 municípios brasileiros registraram uma diferença inferior a 100 votos entre os dois postulantes ao Planalto.
A contagem total do TSE confirmou a reeleição de Lula com 51,79% dos votos válidos no quadro nacional, contra 48,21% obtidos por Flávio Bolsonaro com 100% das urnas apuradas. Embora o resultado nacional seja definido pela soma geral do eleitorado e não isoladamente por disputas municipais, as margens milimétricas neste segundo turno presidencial exemplificam como a decisão das urnas se concretizou voto a voto nas pequenas cidades.
Cidades onde a eleição acabou por um voto
- Apiacá (ES): Lula 2.366 × 2.365 Flávio Bolsonaro
- Altamira do Paraná (PR): Lula 1.334 × 1.333 Flávio Bolsonaro
- São João do Pau d’Alho (SP): Lula 769 × 768 Flávio Bolsonaro
- Nova Luzitânia (SP): Flávio Bolsonaro 1.039 × 1.038 Lula
- Anhanguera (GO): Flávio Bolsonaro 523 × 522 Lula
Contestação na Justiça Eleitoral
O senador Flávio Bolsonaro anunciou que pretende acionar a Justiça para pedir a anulação do segundo turno. A contestação jurídica decorre das discussões sobre a prorrogação do horário de votação em determinadas seções, desdobramento que mantém o ambiente político em monitoramento no Tribunal Superior Eleitoral.
FOTOS: As disputas mais apertadas no segundo turno para presidente
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*Sob supervisão de Luiz Daudt Junior.







