Eleições 2022: cinco decisões que ainda precisam ser tomadas por partidos em SC

Definições para vagas de vice, suplente e o impasse jurídico do Pros devem fechar temporada de negociações antes da campanha eleitoral

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Registro das candidaturas junto ao TRE-SC é uma das pendências para a última semana antes da campanha (Foto: Marco Favero, arquivo NSC)

O fim do prazo das convenções pôs fim à maior parte das dúvidas que cercavam as Eleições 2022 em Santa Catarina, mas algumas definições permanecem em aberto. Os partidos têm até a próxima segunda-feira (15) para apresentarem os pedidos de registros de candidaturas à Justiça Eleitoral. Até lá, as últimas incógnitas sobre o processo eleitoral devem ser respondidas em SC. Confira abaixo situações que ainda precisam ser decididas.

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Vice do Décio Lima (PT)

Nas 10 chapas majoritárias apresentadas por partidos em SC, apenas uma vaga para governador, vice e senador não está preenchida. É o espaço de vice na chapa da frente de esquerda, que tem Décio Lima (PT) como candidato a governador.

Sem conseguir atrair de volta PDT e PSOL para a chapa, a indicação do vice ficou com o PSB, que já tem Dário Berger como postulante à reeleição na vaga para o Senado. Em convenção feita no último dia do prazo, o PSB indicou dois nomes como opções para ser vice do PT: a vereadora de Chapecó, Marcilei Vignatti, e o ex-vice-prefeito de Joinville, Rodrigo Bornholdt.

No entanto, no dia seguinte, o PT anunciou como vice um terceiro nome, o de Bia Vargas (PSB), de Içara, no Sul do Estado. O anúncio gerou mal-estar depois que o PSB não reconheceu a indicação e divulgou nota, reafirmando que os nomes à disposição para a chapa seriam apenas os de Marcilei e Bornholdt.

Sem acordo até o momento, os dois partidos tentam conversar para chegar à definição sobre o vice.

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Futuro do Pros em SC

A principal interrogação das eleições majoritárias em SC é se o defensor público Ralf Zimmer Júnior (Pros) será ou não candidato a governador. O assunto depende de uma batalha jurídica travada pela presidência do partido no Estado e no país. A comissão provisória da sigla, presidida por Jeferson da Rocha, vinha defendendo a candidatura de Ralf e fez uma convenção na sexta-feira confirmando a candidatura dele. No entanto, o grupo que presidia o Pros até março deste ano em SC, até o diretório ter sido destituído pela novo comando nacional do partido, reivindica o retorno à presidência da sigla. Esta ala também fez convenção no último dia 5, mas aprovou o apoio à coligação do atual governador Carlos Moisés (Republicanos).

As duas atas de convenções do Pros foram enviadas à Justiça Eleitoral, que trata o caso como “dissidência partidária”. A definição sobre se o Pros poderá ou não ter candidato em SC será analisada durante o processo de registro de candidatura junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SC). Situação semelhante ocorre no partido nacionalmente, onde o Pros se divide entre manter a candidatura do influenciador Pablo Marçal ou apoiar a chapa do ex-presidente Lula.

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Nova candidata ao Senado

Outra novidade anunciada após o fim do prazo das convenções foi o lançamento de uma candidata ao Senado pelo PSC. O partido integra a coligação do governador Carlos Moisés, que já terá Celso Maldaner (MDB) como candidato ao Senado. No entanto, a legenda decidiu lançar outra candidatura ao Senado. A vaga será da veradora de Itajaí, Christiane Stuart. O colunista da NSC Ânderson Silva informou que o partido decidiu lançar candidata ao Senado mesmo estando na coligação que já tem concorrente ao cargo. O nome dos suplentes desta candidatura não havia sido confirmado à reportagem até a noite desta segunda-feira (8).

Suplentes de senador

Outra situação a ser resolvida em muitas chapas de SC são as candidaturas a suplente de senador. Espaços menos cobiçados no decorrer das negociações entre partidos, as suplências de senador entram em pauta nesta reta final de articulações. O histórico em SC mostra também que as vagas podem oferecer protagonismo maior no decorrer das legislaturas.

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Até o momento, pelo menos quatro partidos ainda não definiram as duas vagas de suplentes para o Senado e precisarão bater o martelo nesta semana. O PSB já escolheu o ex-prefeito de Chapecó José Fritsch (PT) como um suplente, mas ainda precisa definir a segunda vaga. O PCO não retornou à reportagem. As vagas de suplência a serem definidas são para as candidaturas de:

Celso Maldaner (MDB) — duas vagas a serem preenchidas

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Dário Berger (PSB) — uma vaga a ser preenchida

Raimundo Colombo (PSD) — duas vagas a serem preenchidas

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Candidato do Pros ao Senado (nome a ser confirmado) — duas vagas a serem preenchidas

Registro das candidaturas

Uma última pendência a ser resolvida pelos partidos nesta semana é a confirmação do registro das candidaturas junto à Justiça Eleitoral. Após o fim do prazo de convenções, as atas com as decisões dos partidos são encaminhadas ao TRE-SC, que avalia os pedidos e as documentações para confirmar o pedido de registro da candidatura. A partir daí, os dados pessoais, de patrimônio e do plano de governo dos concorrentes passam a ficar disponíveis para os eleitores em página específica do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O prazo final para pedir o registro é 15 de agosto. A campanha começa no dia seguinte, em 16 ed agosto.

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