Eleições nos EUA: acompanhe a apuração e veja os resultados preliminares

Eleição define as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e 35 das 100 vagas do Senado americano, além dos governos de 36 estados e outros cargos estaduais e municipais

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People vote during the US midterm elections at a polling station in Hillsboro, Virginia, US, November 3, 2026. REUTERS/Tierney L. Cross

Eleitores dos Estados Unidos vão às urnas nesta terça-feira (3) para as eleições de meio de mandato, conhecidas como midterms (Foto: Tierney L. Cross, Reuters)

Os eleitores dos Estados Unidos vão às urnas nesta terça-feira (3) para as eleições de meio de mandato, conhecidas como midterms. As primeiras urnas foram fechadas às 20h, do horário de Brasília, e as últimas devem encerrar às 3h de quarta-feira (4).

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Os resultados devem ser contabilizados ao longo das próximas horas por agências de notícias, jornais e redes de TV, já que os EUA não têm um órgão que contabilize os votos de forma unificada — como faz, no Brasil, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Esta matéria será atualizada conforme os resultados forem divulgados.

A disputa define as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e 35 das 100 vagas do Senado americano, além dos governos de 36 estados e outros cargos estaduais e municipais. O resultado pode determinar se o Partido Republicano, do presidente Donald Trump, mantém a maioria no Congresso ou se o Partido Democrata consegue ampliar sua presença no Legislativo.

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Resultados parciais no Senado

Por volta das 21h, a Virgínia elegeu o primeiro senador das eleições de meio de mandato: o candidato democrata Mark R. Warner. Ele concorria contra o republicano Bert Mizusawa.

Às 21h20min, com 40% dos votos apurados na Flórida, a candidata democrata Angie Nixon lidera por 51,5%, contra 47,5% da republicana Ashley Moody.

Resultados parciais na Câmara

Os primeiros resultados da disputa pela renovação da Câmara, às 21h20min, davam quatro cadeiras para deputados do Partido Democrata e uma para os republicanos.

Veja a ordem de fechamento das urnas nos EUA (horário de Brasília)

  • 20h: Indiana e Kentucky
  • 21h: Geórgia, Carolina do Sul, Vermont, Virgínia e maior parte da Flórida
  • 21h30: Carolina do Norte, Ohio e West Virginia
  • 22h: Alabama, Connecticut, Delaware, Distrito de Columbia, Illinois, Kansas (maior parte), Maine, Maryland, Massachusetts, Michigan (maior parte), Mississippi, Missouri, New Jersey, North Dakota (maior parte), Oklahoma, Pennsylvania, Rhode Island, South Dakota (maior parte) e Tennessee
  • 22h30: Arkansas
  • 23h: Arizona, Colorado, Louisiana, Minnesota, Nebraska, New Mexico, New York, Wisconsin e Wyoming; além das partes restantes de North Dakota, South Dakota e Texas
  • 0h de quarta: Idaho (maior parte), Montana, Nevada e Utah
  • 1h: California, Washington e Oregon
  • 2h: Havaí
  • 3h: Alasca

O que está em jogo nas eleições americanas em relação ao Brasil?

As eleições de meio de mandato são consideradas um teste para o governo Trump. Atualmente, os republicanos têm maioria nas duas casas do Congresso, com 218 deputados contra 214 na Câmara dos Representantes e 53 das 100 cadeiras no Senado.

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Uma eventual vitória democrata pode aumentar a fiscalização sobre as decisões do presidente e dificultar a aprovação de medidas do governo.

O resultado também pode ter consequências para o Brasil. Desde julho de 2025, o governo Trump adotou sobretaxas comerciais e sanções contra o país. Uma mudança na composição do Congresso pode ampliar a resistência política a essas medidas.

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A relação entre os governos também ganhou novos desdobramentos após a fuga de Flávio Bolsonaro (PL) para os Estados Unidos, depois da derrota na eleição presidencial brasileira, e o apoio manifestado por Trump ao senador.

Uma eventual maioria democrata pode aumentar a pressão sobre o governo americano em relação ao acolhimento de integrantes da família Bolsonaro e a medidas adotadas contra autoridades brasileiras.

O “time de Trump” nas eleições de meio de mandato dos EUA