O candidato à presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) foi o que mais gastou com recursos de campanha com a Meta, dona das plataformas Facebook, Instagram e WhatsApp, em 2026. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e no DivulgaCand, Flávio já forneceu R$ 7,45 milhões, quase o triplo de Lula (PT), seu adversário na disputa no segundo turno das Eleições, que gastou R$ 2,59 milhões com a empresa.
Em 2018, por exemplo, nenhum candidato havia superado R$ 1 milhão em gastos com a Meta. Nas eleições gerais seguintes, foram 4 candidatos, enquanto em 2026 já são 24, com R$ 41 milhões gastos ao total.
No DivulgaCand, declarou como principais despesas o impulsionamento de conteúdos. Os gastos de Flávio com a Meta representam 2,55% dos valores fornecidos durante a campanha. O partido de Flávio, o PL, também é que mais gastou com a empresa em 2026: R$ 63,7 milhões.
O prazo para que os candidatos que seguiram para o 2° turno prestem contas sobre os gastos durante as campanhas vai até o dia 14 de novembro. Por isso, os valores podem aumentar.
Para o cálculo das despesas, foram considerados apenas os pagamentos do fornecedor CNPJ 13.347.016/0001-17, identificado como Facebook Serviços Online do Brasil Ltda.
Quem eram todos os candidatos a presidente da República nas Eleições 2026
Lula gastou mais de R$ 2,5 milhões com a Meta
O candidato à reeleição Lula (PT) gastou, ao todo, R$ 2.590.000,00 com a Meta em impulsionamento de conteúdo. As transferências da campanha de Lula vão de R$ 50 mil até R$ 450 mil. Esse maior gasto foi declarado no dia 7 de setembro deste ano.
Os gastos com a empresa representam cerca de 0,89% de todos os valores fornecidos durante a campanha. O PT, partido de Lula, é o segundo que mais gastou com a Meta em 2026, com R$ 37,9 milhões.
O impulsionamento de conteúdos, feito tanto por Lula quanto Flávio, é o pagamento feito a plataformas digitais para ampliar o alcance de publicações. Apenas candidatos, partidos e coligações podem contratar o serviço para propaganda eleitoral.
Meta precisa fornecer dados ao TSE até esta terça-feira
Apesar dos gastos, a Meta entrou em uma polêmica sobre uma suposta desigualdade na distribuição de conteúdos entre os candidatos. O TSE deu 24 horas para que a Meta, dona de plataformas como o WhatsApp, Facebook e Instagram, comprove que foram adotadas medidas para garantir a igualdade na distribuição de conteúdos dos candidatos. O prazo termina nesta terça-feira (20).
Os dois presidenciáveis acionaram a Justiça Eleitoral contra a Meta depois de afirmarem que estão sendo prejudicados com conteúdos não sendo distribuídos de forma igualitária no Facebook, Instagram e WhatsApp.
A campanha de Lula teve um pedido atendido pelo TSE sobre uma suposta restrição seletiva da distribuição de publicações. Além disso, a solicitação também questionava o impulsionamento de anúncios e a possível desigualdade na divulgação de conteúdos relacionados às candidaturas.
Por isso, a campanha solicitou esclarecimentos sobre como atuam os sistemas de recomendação de conteúdos das plataformas, além de uma investigação de possíveis redes de perfis inautênticos.
A Meta apresentou um recurso, mas o ministro Marco Aurélio Bellizze afirmou que o pedido não suspende os efeitos da outra decisão e, por isso, os prazos devem ser cumpridos. Os relatórios solicitados também devem ser apresentados em português, com a medidas executadas pela empresa por determinação judicial bem diferenciadas em relação às ações feitas por iniciativa própria da empresa.













