Fora do ar, canal “Exército do Lula” só poderá voltar ao WhatsApp em 48 horas, mesmo com registro no TSE

Canal "Exército do Lula" virou alvo de uma guerra de liminares entre o ministro Kassio Nunes Marques e o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva

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Defesa de Lula afirmou que canal "Exército de Lula" não faz parte da campanha eleitoral (Foto: Marcelo Camargo, Agência Brasil)

Defesa de Lula afirmou que canal "Exército de Lula" não faz parte da campanha eleitoral (Foto: Marcelo Camargo, Agência Brasil)

O canal de WhatsApp “Exército do Lula” saiu do ar novamente na noite desta terça-feira (13), mesmo depois que o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, reconheceu o registro do canal pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo o ministro, o canal só poderá voltar a funcionar após um prazo de 48 horas previsto em resolução da Corte Eleitoral.

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O canal possui mais de 4 milhões de inscritos e é coordenado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) e se tornou alvo de uma guerra de liminares que autorizavam e determinavam a retirado do ar em decisões consecutivas depois da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) ir à Justiça contra o funcionamento do canal. A equipe afirmava que o mecanismo era usado para propagar informações falsas.

A ferramenta havia sido suspensa por Nunes Marques, mas com o registro no TSE, as exigências foram consideradas cumpridas, conforme informações do g1. No entanto, é preciso que seja aguardado o prazo para que o canal seja reestabelecido, conforme o próprio TSE.

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No canal, são compartilhados vídeos e orientações para apoiadores do presidente Lula. Para que o canal seja retomado, a ferramenta tem que cumprir normas de identificação do responsável pela propaganda.

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Discussão em plenário

O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, defendeu que o funcionamento do canal deve ser discutido no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em sessão presencial ou virtual. O corregedor foi o responsável por permitir que o canal voltasse a funcionar em um primeiro momento.

“A urgência da providência decorre da proximidade do segundo turno das eleições e da necessidade de assegurar, em tempo útil, uma solução colegiada que prestigie o diálogo, a harmonia institucional e a delimitação das competências da Presidência e da Corregedoria-Geral Eleitoral”, disse o corregedor-geral.

Registro do canal no TSE

O registro do canal foi feito pela campanha nesta terça-feira (14). No entanto, a defesa de Lula afirmou que o registro foi feito apenas para que a determinação de Nunes Marques fosse cumprida, e que não reconhece o canal como parte da propaganda eleitoral.