O ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mandou que a área técnica da Corte analise, nesta segunda-feira (12), possível desinformação veiculada no canal “Exército do Lula”, no WhatsApp. Inicialmente, o ministro havia emitido uma ordem para suspensão do canal, mas o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, suspendeu a ordem do presidente do TSE.
O caso foi enviado à Assessoria de Enfrentamento à Desinformação do TSE. O objetivo é que a área técnica apresente “elementos técnicos disponíveis que possam contribuir para a avaliação dos riscos à integridade do processo eleitoral”.
Dessa forma, o setor deve apresentar dados que mostrem se o conteúdo foi difundido em outras plataformas, conforme informações do g1.
“Solicita-se, especialmente, que a unidade informe se identificou a circulação de conteúdos idênticos ou substancialmente equivalentes àqueles examinados nestes autos, inclusive em outros canais e plataformas digitais, bem como eventual atuação coordenada destinada à sua disseminação”, diz a determinação de Nunes Marques.
O canal de WhatsApp é coordenado pelo deputado eleito André Janones (Rede-MG). Com mais de 3 milhões de inscritos, o canal divulga áudios, vídeos e orientações a apoiadores de Lula (PT).
Os coordenadores das campanhas de Flávio Bolsonaro (PT) e Lula (PT) devem se reunir com o presidente do TSE na terça-feira (13) para discutir as ações das campanhas no segundo turno das Eleições 2026.
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Por que o canal foi reestabelecido?
O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, relator da ação apresentada pela campanha de Flávio, determinou que o caso deverá ser discutido pelo plenário do TSE. A decisão de Nunes Marques havia atendido um pedido da campanha do candidato Flávio Bolsonaro (PL).
“Entendo que a preservação da liberdade de expressão e a necessidade de evitar restrições mais amplas do que aquelas estritamente justificadas pelos elementos disponíveis recomendam a apreciação imediata da questão pelo Plenário desta Corte”, justificou Cueva.
Durante ato de campanha neste domingo (11), na Avenida Paulista, em São Paulo, o candidato à reeleição chamou a medida de “tendenciosa”.
“Eu acho um absurdo. Acho que nossos advogados vão ter que entrar com um pedido de explicação. Há alguns dias estou percebendo muitas decisões tendenciosas contra a nossa candidatura. Não vamos permitir que seja fechado um canal que um deputado está pedindo para as pessoas votarem em mim. Não é possível que o STF não tenha um comportamento civilizado, republicano, de permitir que as eleições flua sem interferência da justiça”, declarou em coletiva de imprensa.










