Derrotado por Lula (PT) na corrida à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL) perderá o foro privilegiado a partir de fevereiro de 2027, quando termina seu mandato como senador pelo Rio de Janeiro. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro é alvo de investigações por suspeita de lavagem de dinheiro, corrupção e organização criminosa.
Caso fosse eleito, Flávio não poderia ser responsabilizado por atos que não sejam relacionados ao mandato. Além disso, o foro privilegiado determinava que ele só poderia ser julgado por tribunais superiores, como o Supremo Tribunal Federal (STF), em vez da primeira instância da Justiça comum.
Será a primeira vez que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro não terá um cargo público desde 2003. Desde então, exerceu quatro mandatos na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, de 2003 a janeiro de 2019. Ele foi eleito senador em 2018.
Seu mandato no Senado ia de 2019 a 31 de janeiro de 2027. Como decidiu concorrer à Presidência, Flávio dará lugar a Carlos Jordy como um dos senadores a representar o Rio de Janeiro. Os mandatos de Jordy e Carlos Portinho começam em 1º de fevereiro de 2027.
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Investigações contra Flávio Bolsonaro
Financiamento do filme Dark Horse: a Polícia Federal investiga suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas relacionadas ao financiamento do filme sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. Flávio é investigado no caso, que envolve negociações com Daniel Vorcaro, então controlador do Banco Master. O senador negociou um aporte de pelo menos US$ 24 milhões para a produção. Flávio afirma que os recursos seriam provenientes de patrocínio privado.
Suspeita de lavagem de dinheiro e relação com empresa de apostas: a Polícia Federal apura a relação de Flávio com o advogado Willer Tomaz, investigado em apurações relacionadas a fraudes no INSS. Os investigadores analisam, entre outros elementos, viagens custeadas por empresas ligadas ao advogado e o acesso que Flávio teria tido a uma conta bancária de uma empresa offshore associada a Tomaz. A apuração também envolve suspeitas de ligação do senador com negócios no setor de apostas. Flávio afirma que sua relação com o advogado é de amizade.
Financiamento da compra de uma mansão em Brasília: a operação de compra de uma mansão por cerca de R$ 6 milhões, em 2021, também aparece em apurações relacionadas ao Banco de Brasília (BRB). A Polícia Federal examina um financiamento de R$ 3,1 milhões concedido pelo banco, após uma auditoria apontar possíveis irregularidades na operação. A defesa de Flávio afirma que o financiamento foi legal, já foi quitado e teve sua regularidade reconhecida judicialmente.
Pedido de reabertura do caso das rachadinhas: em setembro de 2026, o grupo Prerrogativas e o deputado federal Rui Falcão (PT-SP) pediram ao Ministério Público do Rio de Janeiro a reabertura do caso que investigou suspeitas de desvio de salários de assessores do antigo gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). O pedido menciona a existência de um cofre bancário que teria sido acessado pelo senador na véspera da compra de dois imóveis. O caso criminal original foi arquivado após a anulação de provas, e o pedido de reabertura não significa que a investigação tenha sido retomada.





