O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) relembrou as notícias sobre afastamento entre ele e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), ao celebrar o fim da escala 6×1. Durante a cerimônia de promulgação da Emenda Constitucional aprovada esta semana para reduzir a jornada de trabalho, Lula enalteceu a importância da democracia e valorizou as conquistas alcançadas em meio às divergências políticas.
Após falar sobre a importância do dia extra de descanso a trabalhadores e afirmar que “ninguém quer que as empresas quebrem”, Lula relembrou as notícias de que ele teria se distanciado de Alcolumbre ao longo deste ano. Os rumores aumentaram após o Senado barrar a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF), rejeição inédita imposta pelo Senado ao governo Lula em maio deste ano.
“Outro dia parecia que eu e você eram dois inimigos“, disse Lula em direção a Alcolumbre, que respondeu “não ter sido informado” sobre isso.
Você aprova o fim da escala 6×1?
“Outro dia. De vez em quando tem uma futrica colocando inimizade do presidente da República, deputado, senador. Isso é uma bobagem. Quando a gente ganha as eleições, a gente tem que governar. E quando a gente vai governar, a gente governa com as decisões que não fui eu que criei. Não fui eu que elegi a Câmara. Não fui eu que elegi o Senado, o povo que elegeu. Da mesma forma que elegeu o presidente da República. O voto de um não é melhor do que o voto do outro. São votos iguais, é o mesmo povo que está votando”, defendeu.
Antes de mencionar a relação com Alcolumbre, Lula fez uma defesa da democracia e de conquistas como o fim da escala 6×1 alcançadas por meio da democracia.
“A democracia é uma coisa complicada. A democracia é a convivência na diversidade. Você ouve desaforo de amigo aqui na tribuna. As pessoas te provocam, as pessoas te ofendem, as pessoas te xingam. Mas você também tem o direito de ofender. Isso se chama democracia. No final você constrói aquilo que é possível construir sem precisar fazer nenhuma guerra. Fora da democracia, não tem saída. É ditadura”, afirmou.





