Moraes reage a críticas de Trump e autoridades dos EUA: “Deixamos de ser colônia em 1822”

Ministro da Suprema Corte responsável por processos contra ex-presidente Jair Bolsonaro foi alvo de questionamentos de empresas de mídia norte-americanas

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Alexandre de Moraes

Alexandre de Moraes respondeu a críticas reafirmando a soberania nacional (Foto: Marcelo Camargo, Agência Brasil, Arquivo)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), respondeu a críticas contra a atuação dele vindas de autoridades dos Estados Unidos e defendeu a soberania do Brasil. A fala ocorreu em discurso durante sessão da Suprema Corte nesta quinta-feira (27). As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

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Moraes não citou diretamente os Estados Unidos, mas defendeu a soberania brasileira e disse que o país deixou de ser colônia há mais de 200 anos.

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— Reafirmo nosso juramento integral de defesa da Constituição brasileira e pela soberania do Brasil, pela independência do Poder Judiciário e pela cidadania de todos os brasileiros e brasileiras, pois deixamos de ser colônia em 7 de setembro de 1822 e com coragem estamos construindo uma República independente e cada vez melhor — afirmou.

O discurso ocorre após uma escalada de tensão entre autoridades dos Estados Unidos e do Brasil. No início da semana, a empresa de mídia de Donald Trump, a Truth Social, e a plataforma de vídeos Rumble acionaram a Justiça da Flórida defendendo que as ordens do ministro fossem declaradas ilegais. Até então, Moraes não havia se manifestado sobre o caso.

O ministro também fez uma retrospectiva sobre a criação da Organização das Nações Unidas (ONU) e disse que ela atua em defesa dos direitos humanos e em “respeito à autodeterminação dos povos”.

Veja antes e depois de alguns ministros do STF

O presidente do STF, Luís Roberto Barroso, apoiou a fala de Moraes e sustentou que a Suprema Corte vai seguir no papel de defesa da democracia.

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— A tentativa de fazer prevalecer a narrativa dos que apoiaram o golpe não haverá de prevalecer entre as pessoas verdadeiramente de bem e democratas. O Supremo Tribunal Federal continuará a cumprir o seu papel de guardião da Constituição e da democracia. Nós não tememos a verdade — afirmou.

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