Motta confirma que corte de gastos será votado na próxima semana

Governo Lula acumula derrotas no Congresso Nacional

Compartilhe:
Presidente Lula está na Indonésia (Foto: Marcelo Camargo, Agência Brasil)

Governo federal tem procurado alternativas para recompor o Orçamento de 2026 (Foto: Marcelo Camargo, Agência Brasil)

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), confirmou que as medidas de corte de gastos devem ser discutidas na semana que vem. O governo federal tem procurado alternativas para recompor o Orçamento de 2026, enquanto acumula derrotas no Congresso Nacional. As informações são do g1.

Continua após a publicidade

A informação foi confirmada pela TV Globo, nesta quinta-feira (23). O projeto é uma das três medidas que integram o pacote de arrecadação do governo federal. Antes, o Poder Executivo havia enviado uma medida provisória ao Congresso Nacional com o mesmo objetivo, mas esta foi derrubada após perder a validade.

— É a pauta da Casa. O governo está decidindo o veículo que vai usar nesta questão para repor o que foi perdido na MP 1303 [medida provisória que compensava a alta do IOF] — disse Motta.

Continua após a publicidade

Relembre trocas de ministros no governo Lula

Após a última derrota, o governo federal decidiu fatiar o pacote em três partes:

  • corte de despesas;
  • corte nas isenções tributárias;
  • projeto que aumenta arrecadação, com aumento da tributação de casas de apostas (bets), fintechs e juros sobre o capital próprio.

Por que o governo dividiu o pacote?

A decisão de fatiar a medida provisória foi tomada após uma reunião entre o ministro Fernando Haddad, da Fazenda, e o presidente Lula (PT), no início desta semana. Haddad disse, na terça-feira (21), que havia mais apoio para aprovar as medidas de corte de gastos — que totalizavam R$ 15 bilhões.

Quando serão votadas as outras medidas?

Quanto às outras duas medidas, Motta não deu mais informações. O presidente da Câmara apenas confirmou que o corte nas isenções tributárias será discutido futuramente.

— Isenções ainda não, ficará mais para a frente um pouco. Mas queremos avançar — disse Motta após deixar reunião com líderes partidários.

Continua após a publicidade

*Sob supervisão de Giovanna Pacheco