Mudança no Minha Casa, Minha Vida pode liberar moradia sem financiamento

Projeto aprovado cria locação subsidiada e vincula parcelas ao salário do morador; veja o limite de renda

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Fotografia em close-up de uma mesa de madeira com diversos boletos e documentos empilhados, exibindo carimbos vermelhos com os avisos de "vencido" e "dívida acumulada". Em destaque, no centro, há um livreto do programa Minha Casa, Minha Vida com um molho de chaves de metal sobre uma folha que detalha uma notificação de dívida ativa. O cenário ilustra a preocupação com o bloqueio de imóveis e a execução de dívidas na Justiça.

A Comissão de Finanças aprovou o projeto que inclui o aluguel social no Minha Casa, Minha Vida para atender famílias de baixa renda. (Foto: Banco de imagem)

A Comissão de Finanças da Câmara deu aval ao PL 5663/16, que inclui o aluguel social no Minha Casa, Minha Vida. Proposta pelo deputado Carlos Zarattini, a medida cria uma alternativa habitacional para a população de baixa renda. O objetivo é amparar famílias sem estabilidade financeira para assumir financiamentos longos.

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FOTOS: Saiba como funciona a devolução de subsídio na venda do Minha Casa, Minha Vida

Entenda como vai funcionar o aluguel social

A nova proposta muda a dinâmica tradicional do programa ao trocar o financiamento longo por uma solução imediata. Em vez de assumir uma dívida de até 35 anos com a Caixa, o beneficiário passa a morar de aluguel com o apoio financeiro do governo federal. Na prática, a taxa cobrada todo mês vai se ajustar ao orçamento de cada família.

As regras definidas dão o direito ao recurso para quem faz parte das Faixas Urbanas 1 e 2 do Minha Casa, Minha Vida, englobando lares com renda bruta de até R$ 5 mil mensais.

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De acordo com o relator do projeto, o deputado Merlong Solano, esse formato garante habitação de qualidade para quem mais precisa, sem criar o risco de uma crise financeira ou de dívidas impagáveis para as famílias.

A origem dos recursos e o destino dos imóveis

O financiamento de toda a estrutura do aluguel social será gerido pelo Fundo de Arrendamento Residencial, o FAR. Os recursos federais serão aplicados em duas frentes principais de atuação.

A primeira linha começa pela construção de novos residenciais ou pela reforma e requalificação de prédios ociosos e abandonados nas áreas centrais das cidades. A outra frente permite que o poder público faça a compra direta de imóveis usados que já estão disponíveis no mercado imobiliário para destiná-los ao programa de locação.

Quem assume a administração dos condomínios

A gestão cotidiana desses residenciais não ficará sob a responsabilidade direta do Governo Federal. A administração caberá à instituição ou órgão que receber o imóvel repassado pelo fundo financeiro.

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Esse modelo descentralizado abre as portas para que as prefeituras locais e companhias estaduais de habitação assumam a gestão. Da mesma forma, empresas privadas parceiras poderão gerenciar os contratos de locação e a manutenção dos prédios por meio de concessões.

O caminho da proposta até virar lei

Apesar do avanço importante obtido na comissão financeira, a proposta ainda precisa vencer novas etapas burocráticas antes de se tornar uma legislação vigente no país. Como o projeto tramita em caráter conclusivo, ele conta com uma vantagem estratégica.

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O texto não precisa passar pelo plenário principal da Câmara dos Deputados neste momento. A matéria segue agora diretamente para a análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Depois, dependerá da aprovação do Senado Federal e da sanção do presidente da República para começar a valer.

*Com edição de Nicoly Souza