“Nada de Pix”: Como pensionistas e aposentados vítimas da fraude do INSS serão ressarcidos

Presidente do INSS explicou como a devolução será feita, ainda sem plano definido

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Polícia Federal e CGU deflagaram operação que revelou esquema no fim de abril (Foto: Governo Federal, Divulgação)

Polícia Federal e Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram operação que revelou esquema no fim de abril (Foto: Governo Federal, Divulgação)

O ressarcimento de aposentados e pensionistas afetados pela fraude do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) será feito pela conta do benefício. A afirmação é do novo presidente do órgão, Gilberto Waller Júnior, concedida nesta terça-feira (6). Dessa forma, o recurso será pago junto com o benefício, em folha de pagamento adicional.

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O presidente do INSS confirmou que o ressarcimento não será por PIX, nem por depósito em conta e não poderá ser sacado em banco. O plano de devolução deve ser entregue na próxima semana, com um pedido de agilidade no pagamento pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo Waller.

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Ele ainda pediu para que os beneficiários fiquem atentos a possíveis golpes relacionados ao ressarcimento imediato do recurso. Isso porque criminosos vêm abordando aposentados e pensionistas por telefone ou mensagens prometendo a devolução do dinheiro descontado.

— Na mesma conta que ele recebe o seu benefício previdenciário vai ser depositado [o que foi descontado indevidamente]. Por isso eu peço, é para todos: não caia em outros golpes, não assine nada, não abra link, não acredite em ninguém que esteja vendendo facilidade — disse o presidente do INSS.

Para aqueles que foram descontados em abril, os descontos serão devolvidos entre os dias 26 de maio e 6 de junho, diretamente na conta do aposentado ou pensionista, junto com o pagamento de maio.

Uso de dinheiro público

De acordo com a Folha de S. Paulo, o governo está estudando o uso de dinheiro público para fazer a devolução dos descontos. A devolução deve ser feita de uma única vez, mas ainda não se sabe o critério que será utilizado para prioridade no ressarcimento, como a data de nascimento.

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Para que o dinheiro seja usado, o Executivo deve utilizar um artigo da Constituição Federal que diz que o Estado e pessoas jurídicas de direito privado possuem responsabilidade civil em danos causados a terceiros.

A fraude

Em uma operação, a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) revelaram no dia 23 de abril um esquema de descontos indevidos de benefícios pagos pelo INSS. A fraude consistia em cobrar mensalidades dos aposentados e pensionistas como se tivessem aderido de forma voluntária a associações — quando eles nunca haviam autorizado os descontos. 

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Como saber se houve desconto ilegal?

Para verificar se foram descontados de forma ilegal benefícios na aposentadoria, é necessário acessar o extrato do beneficiário pelo aplicado ou site Meu INSS.

O extrato estará disponível na aba “Extrato de benefício”, logo na página inicial após entrar com o login do Gov.br. Depois, basta clicar sobre o número do benefício, abrir o extrato e verificar o valor e os descontos.

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Se houver descontos indevidos, o beneficiário pode requerer o serviço “excluir mensalidade associativa”, na aba “Serviços”, “Mais acessados”, “Novo Pedido” e “Excluir mensalidade”.

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