A nova pesquisa Quaest sobre a intenção de voto para o 2º turno da corrida presidencial perguntou aos eleitores se eles ficaram sabendo de alguma medida anunciada pelo governo Lula no último mês. A gestão federal vem acelerando o ritmo de anúncios nas últimas semanas com a intenção de construir a agenda eleitoral em favor do candidato petista à reeleição.
Os resultados mostraram que a medida do governo Lula que os eleitores mais ficaram sabendo não foi o fim da escala 6×1, aprovado na semana passada e explorado pelo petista na sua campanha eleitoral. Segundo a última pesquisa Quaest, a principal medida que os eleitores ficaram sabendo foi o aumento do Bolsa Família, conhecido por 25% dos entrevistados.
O reajuste no Bolsa Família foi anunciado três semanas antes do 1º turno das eleições. O pagamento com o novo valor começou a ser feito nesta semana, de forma antecipada, poucos dias antes do 2º turno. A proximidade das datas motivou críticas de adversários de que a medida teria apelo eleitoreiro.
A escala 6×1 aparece em segundo lugar, sendo conhecida por 16% dos entrevistados, seguido pela proibição das apostas on-line, as famosas “bets”, e pelo pacote de medidas para os Microempreendedores Individuais (MEIs), conhecidos por 11% dos eleitores. No total, 42% dos entrevistados afirmaram não terem ficado sabendo de nenhuma medida recente do governo Lula.
Como foi o desempenho dos candidatos a presidente no 1º turno
O Nordeste foi a região em que mais pessoas disseram saber do reajuste do Bolsa Família, com 30%, enquanto o Centro-Oeste e o Norte (agrupados no relatório final do instituto) tiveram o menor índice, com apenas 20% demonstrando ciência da medida. O Sudeste foi a região em que o fim da escala 6×1 mais se aproximou do índice de conhecimento do aumento do Bolsa Família (23%, contra 25% do benefício social).
No recorte sobre a identificação política dos eleitores, os que se consideram da esquerda não lulista são a única faixa em que a escala 6×1 superou o nível de conhecimento do aumento do Bolsa Família (25% souberam da redução da jornada de trabalho, contra 20% que se informaram sobre o reajuste do programa social. Nas demais faixas, as quatro principais medidas lideram em proporções semelhantes ao cenário geral.
O aumento do Bolsa Família também é mais conhecido entre eleitores de Flávio Bolsonaro (30%) do que de Lula (22%), enquanto o fim da escala 6×1 tem ciência maior dos apoiadores de Lula (19%) do que de Flávio (14%).
Veja números da pesquisa Quaest
- Aumento do Bolsa Família: 25%
- Fim da escala 6×1: 16%
- Proibição das bets/apostas on-line: 11%
- Pacote de medidas para os MEIs: 11%
- Isenção do IR até R$ 5 mil: 4%
- Programa Desenrola: 3%
- Canetas emagrecedoras grátis no SUS: 3%
- Outros programas sociais: 3%
- Outros: 4%
- Não ficou sabendo de nenhuma medida: 42%
- Não sabe/não respondeu: 8%
Maioria considera medidas eleitoreiras
A pesquisa Quaest também perguntou aos eleitores se eles consideram as medidas recentes do governo Lula eleitoreiras, se elas seriam necessárias, independentemente de ocorrer perto da eleição, ou se elas poderiam ser as duas coisas. Para a maioria dos entrevistados, os anúncios têm intenção eleitoreira.
Para 60% dos entrevistados, as medidas são eleitoreiras e foram anunciadas para ajudar na reeleição de Lula. Outros 32% consideram que elas eram necessárias, independentemente de terem sido anunciadas perto da eleição. Por fim, 5% dos entrevistados responderam que as medidas são “as duas coisas”, e 1% respondeu que não é nenhuma das duas.
Mais de 90% dos eleitores bolsonaristas e da direita não bolsonaristas consideram as medidas recentes do governo Lula eleitoreiras, enquanto entre os independentes esse número cai para 65%. Para os lulistas (72%) e a esquerda não lulista (60%), as medidas seriam necessárias, independentemente de terem sido anunciadas agora. Somente cerca de 20% admitiram que as medidas poderiam ser eleitoreiras.
Veja outros números do levantamento
- Medidas eleitoreiras, anunciadas para ajudar na reeleição de Lula: 60%
- Medidas necessárias, independentemente de terem sido anunciadas durante a eleição: 32%
- As duas coisas: 5%
- Nenhuma das duas: 1%
- Não sabe/não respondeu: 2%












