A fuga de Flávio Bolsonaro (PL) aos Estados Unidos, nesta terça-feira (27), teria provocado incerteza em aliados bolsonaristas. Eles temem que a ausência do senador enfraqueça a mobilização política de oposição ao governo Lula (PT), após a derrota do bolsonarismo nas eleições do último domingo (25).
“A sensação é que, nesse momento, o barco fica sem capitão”, afirmou um aliado à CNN.
Flávio estaria incomunicável nesta terça-feira. Conforme o Metrópoles, reservadamente, políticos classificaram a decisão como “burra” e “covarde”.
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, reúne parlamentares da legenda na tarde desta terça-feira, na sede do partido, em Brasília, conforme o jornal O Globo. Entre os presentes estariam o senador Rogério Marinho (PL-RN), que coordenou a campanha presidencial de Flávio.
Flávio pretende entrar com pedido de asilo político
Flávio teria ido aos Estados Unidos com ciência do governo de Donald Trump, conforme aliados. Segundo o Metrópoles, o senador teria planos de entrar oficialmente com um pedido de “asilo político” assim que chegar ao território americano.
O senador estaria a caminho dos EUA na tarde desta terça-feira (27) e deve chegar “em algumas horas”, conforme a Folha de S.Paulo. Segundo a aliados de Flávio, a decisão foi tomada na segunda (26), após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes mandar recolher os passaportes brasileiros e o italiano do senador, que tem cidadania do país europeu.
O Departamento de Estado dos EUA ainda não se manifestou sobre a ida de Flávio Bolsonaro aos EUA.
Simón Levy, um ativista trumpista, compartilhou um post afirmando que “uma operação de proteção dos EUA está em andamento para garantir sua segurança”, por volta das 13h30min. Por volta das 15h, disse que a operação foi liderada pelo secretário de Estado dos Estados Unidos Marco Rubio.
Saiba mais sobre quem é Flávio Bolsonaro
Flávio teria partido da Argentina
O caminho exato do ex-candidato é incerto. Mais cedo, a imprensa argentina noticiou que ele teria cruzado a fronteira com o objetivo de ir de Porto Iguaçu, na Argentina, onde um avião executivo Gulfstream tinha seu nome na lista de passageiros, mas não decolou.
A imprensa argentina havia afirmado que Flávio teria cruzado a fronteira a pé para ir até o Aeroporto Internacional de Puerto Iguazú. No entanto, ao chegar lá, ele teria desistido. O avião indicado teria decolado de Buenos Aires às 22h14 na noite de segunda (26) e pousou em Puerto Iguazu às 23h45min.
No entanto, aliados do senador afirmam à Folha que ele não viajou de Puerto Iguazú, e sim de outro ponto da Argentina. A presença do nome de Flávio foi, segundo essa versão, um despiste.

Senador teve passaportes cancelados
O senador não entregou os passaportes à Polícia Federal (PF). Na determinação, o ex-candidato à Presidência da República teria até o fim da manhã desta terça-feira para apresentar a documentação às autoridades.
Ao meio-dia, Polícia Federal cancelou os passaportes. A restrição vale tanto para o passaporte comum quanto para o diplomático. A informação foi incluída no sistema da corporação após a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.





