A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está em prisão domiciliar, enviou ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, nesta terça-feira (16), o atestado médico que comprava que o político foi até o hospital no último domingo (14) para fazer exames laboratoriais. As informações são do g1.
Bolsonaro precisou apresentar os documentos comprovatórios em até 48 horas, com informações sobre data e horários de atendimentos pois ele não pode se ausentar do local onde está detido sem a autorização prévia do Supremo.
O atestado mostra que Bolsonaro está com um “quadro de anemia por deficiência de ferro e a tomografia de tórax mostrou imagem residual da pneumonia recente por broncoaspiração”. Ele também passou por um procedimento cirúrgico para retirar lesões na pele.
O resultado da biópsia será apresentado nos próximos dias. Com o diagnóstico, será analisada a necessidade de tratamento.
“Por ora, deverá seguir com o tratamento da hipertensão arterial, do refluxo gastro-esofágico e medidas preventivas de broncoaspiração”, afirma o atestado.
Já a anemia por deficiência de ferro pode ser curada por completo, segundo o atestado.
Entenda a situação de Bolsonaro
Bolsonaro foi escoltado até o hospital
Bolsonaro realizou os procedimentos médicos no Hospital DF Star, após autorização de Moraes. Nesta segunda-feira (15), o ministro deu prazo de 24 horas para a Polícia Penal do Distrito Federal explicar detalhes da escolta.
Moraes queria saber o “motivo de não ter sido realizado o transporte imediato logo após a liberação médica”. Ele também pediu detalhes sobre o carro que transportou Jair Bolsonaro na ida e na volta e o nome dos agentes de polícia que o acompanharam no quarto.
Isso porque, ao deixar o hospital, Bolsonaro permaneceu em pé ao lado do carro da Polícia Penal por mais de 6 minutos, enquanto apoiadores do ex-presidente gritavam palavras de ordem e tiravam fotos. O presidente estava acompanhado dos filhos Jair Renan e Carlos, e exibia um curativo pouco abaixo do pescoço.
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