PMs presos afirmam à PF que recuaram diante da invasão ao STF por “falta de munição química”

Imagens mostram que recuo de militares permitiu passagem de bolsonaristas radicais

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atos golpistas em brasília

Golpistas invadiram sedes dos Três Poderes, em Brasília, em 8 de janeiro (Foto: Gabriela Biló/Folhapress)

Os policiais presos suspeitos de colaboração com os atos antidemocráticos de 8 de janeiro, em Brasília, disseram em depoimento à Polícia Federal que recuaram diante dos bolsonaristas radicais após falha e falta de munição química nas armas. As informações são do g1.

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Os depoimentos foram encaminhados ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes nesta quinta-feira (9). Segundo o major Flávio Silvestre de Alencar, um dos presos, os policiais também recuaram para salvar colegas feridos – mesma justificativa utilizada nas respostas sobre a retirada das viaturas do local. 

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No dia do ataque aos Três Poderes, Alencar foi flagrado pelas câmeras de segurança escoltando viaturas para longe da grade de contenção que impedia os bolsonaristas de avançar até o prédio. 

Rafael Pereira Martins, tenente da Polícia Militar, afirmou em depoimento que o “baixo efetivo da PM na Esplanada ocasionou a dificuldade de conter os manifestantes”. De acordo com o depoimento, ele ordenou a retirada da tropa de choque porque “armas não letais apresentaram pane” e que havia “muita proximidade” com os manifestantes, o que “poderia ocasionar óbitos”. 

Bolsonaristas invadem Congresso, STF e Planalto em dia de tensão em Brasília

As prisões de ambos os policiais aconteceram na terça-feira (7), na operação chamada de Lesa Pátria. Além do major Flávio Silvestre de Alencar e do tenente Rafael Pereira Martins, também foram detidos: Coronel Jorge Eduardo Naime Barreto, então chefe do Departamento Operacional da Polícia Militar do DF e Capitão Josiel Pereira César, ajudante de ordens do comando-geral da Polícia Militar.

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