Primeiro julgamento de prefeito preso na Operação Mensageiro acontece nesta quinta

Ação contra o prefeito de Itapoá no escândalo do lixo de SC será julgada nesta quinta-feira, no TJSC

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Marlon Neuber, ex-prefeito de Itapoá e alvo da Operação Mensageiro

Marlon Neuber, ex-prefeito de Itapoá e alvo da Operação Mensageiro (Foto: arquivo NSC)

O primeiro julgamento de um prefeito preso na Operação Mensageiro ocorre nesta quinta-feira (28). O caso do ex-prefeito de Itapoá, Marlon Neuber (PL), será analisado pela 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), em Florianópolis. A sessão está marcada para começar às 9h, mas tem mais de 100 ações na pauta.

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Na Operação Mensageiro, a investigação foi dividida em um processo para cada cidade em que teriam ocorrido os fatos apurados. A ação que será julgada nesta quinta-feira envolve, além do ex-prefeito de Itapoá, o cunhado dele, Amilton José Reis, suspeito de receber e entregar a propina que era destinada ao agente público, e o ex-chefe de gabinete de Neuber na prefeitura de Itapoá, Jadiel Miotti do Nascimento.

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Há ainda outros sete réus do mesmo processo que será levado ao primeiro julgamento da Mensageiro que fazem parte do núcleo ligado à empresa Serrana Engenharia, pivô do escândalo.

A Operação Mensageiro apura o suposto pagamento de propina a prefeitos e agentes públicos de cidades de Santa Catarina. Os valores seriam pagos em troca de vantagens ilícitas para a empresa pivô do escândalo em contratos da companhia para coleta de lixo com prefeituras catarinenses.

O primeiro julgamento da Mensageiro

No primeiro julgamento da Operação Mensageiro, três dos quatro desembargadores que compõem a 5ª Câmara Criminal terão direito a voto. A primeira delas será a desembargadora Cinthia Beatriz da Silva Bittencourt Schaefer, relatora da Operação Mensageiro nos processos que tramitam no TJSC. Ela apresentará um relatório com um resumo dos fatos e uma proposta de decisão, absolvendo os réus ou pedindo a condenação, com uma pena definida.

O segundo a votar será o desembargador Luiz Cesar Schweitzer, presidente da 5ª Câmara Criminal e revisor desta ação. Ele poderá acompanhar a decisão e a pena proposta pela relatora ou apresentar outra opção de voto. Por fim, um terceiro desembargador que integra o grupo, Luiz Neri, manifesta seu voto, também podendo atender à proposta dos dois primeiros desembargadores ou trazer entendimento diferente sobre o desfecho do caso para os réus.

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Marlon Neuber está preso desde dezembro do ano passado, quando ocorreu a primeira fase da Operação Mensageiro. Atualmente, ele está detido no presídio de Itapema. O ex-prefeito abriu mão do direito de acompanhar presencialmente o primeiro julgamento da Operação Mensageiro. O mesmo foi comunicado à Justiça pelos réus do núcleo da Serrana Engenharia.

Contraponto

O advogado de Marlon Neuber, Marcelo Peregrino Ferreira, afirmou à reportagem que a defesa fará a sustentação oral na sessão desta quinta-feira e que “aguarda, com serenidade, a decisão do Tribunal de Justiça”.

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